No âmbito de uma operação coordenada pela Polícia Federal, a investigação revelou que o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP) ao Instituto Conhecer Brasil — presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama — ocorreu simultaneamente ao financiamento de uma produção audiovisual, a Go Up, responsável pelo filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, cujas despesas totalizaram R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025, período coincidente com as gravações do filme em São Paulo.
Contexto Institucional e Investigação da O peração Make Up
A Polícia Federal concluiu que as movimentações financeiras da Go Up, ligada à Karina Gama, coincidiram temporariamente com o repasse de verbas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Gama, com o qual o deputado Mario Frias vinculou R$ 2 milhões em emendas entre outubro e dezembro de 2025. O levantamento da PF identificou que cerca de R$ 700 mil do ICB foram direcionados às empresas Dinâmica Editora e Instituto Super Poder Educacional, controladas por Heric Fabiano Dias, e que a NTT Brasil, também administrada por Dias, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment no mesmo período.
Essa coincidência temporal — entre as gravações do filme Dark Horse, iniciadas em 20 de outubro e encerradas em 7 de dezembro de 2025, e o fluxo de recursos entre os atores políticos e os produtores culturais — acendeu o alerta institucional para possível prática de lavagem de recursos ou uso indevido de verbas públicas para fins privados vinculados a projetos de cunho político-culturais.
R$ 19 milhões movimentados pela Go Up durante as gravações do filme Dark Horse sobre Bolsonaro, segundo laudo da Polícia Federal.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O ministro Flávio Dino, relator da O peração Make Up no STF, determinou a apreensão do celular do deputado Mario Frias e impôs restrição de comunicação e deslocamento para o parlamentar, Karina Gama e mais 27 investigados, medida que reforça o caráter excepcional da apuração em curso.
As manifestações oficiais ainda são aguardadas; enquanto a Câmara dos Deputados se limita a afirmar que está acompanhando os procedimentos com 'preocupação', juristas apontam que aOperação pode desencadear processo de suspensão dos direitos políticos do parlamentar caso se confirme vínculo irregular com verbas públicas.



