Em 1º de outubro, a apresentadora Xuxa denunciou, por meio de publicação em redes sociais, o uso indevido de sua imagem em uma montagem digital que a vinculava ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à oposição política, após a viralização de um vídeo gravado em 2022 durante sua manifestação contra declarações do então presidente Jair Bolsonaro sobre adolescentes venezuelanas.
Contexto Institucional e Histórico da Montagem Falsa
A apuração revelou que a montagem, composta por edição profunda de imagens e legendas manipuladas, associa o conteúdo original — gravado em novembro de 2022, quando Xuxa se posicionou contra comentários do então mandatário acerca de migrantes — ao contexto político atual, criando uma narrativa falsa de repúdio ao presidente Lula e chamada para não reeleição.
A investigação incluiu análise técnica do vídeo original, cruzamento com cronologia das declarações públicas da apresentadora e exame das fontes de disseminação da imagem adulterada, que circula em grupos fechados do aplicativo de mensagens Telegram e no microblog X, configurando indícios claros de produção intencional por agentes desconhecidos com objetivo político.
A apresentadora destacou que a manipulação da imagem visa instrumentalizar seu posicionamento histórico para fins políticos equivocados em plena campanha eleitoral.
Repercussão Jurídica e Estratégias de Defesa
A Justiça Eleitoral já acionada pela assessoria da apresentadora analisa a configuração de crime eleitoral contra uso indevido de imagem para fins de campanha, previsto no artigo 41 da Lei nº 9.504/97, com possibilidade de aplicação de multa e anulação de propaganda.
Profissionais do direito da celebridade recomendam o registro imediato de boletim de ocorrência na Polícia Federal e abertura de inquérito para apurar responsabilidade civil e criminal dos autores da montagem.



