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Economia

Argentina registra fila milenar por 30 vagas de estoquista em loja da Grande Buenos Aires

PorLorena PachecoVerificadoOrtografia IAPublicado Há 32 min
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Argentina registra fila milenar por 30 vagas de estoquista em loja da Grande Buenos Aires
Fatos Rápidos da Notícia
  • Uma loja de departamento na região metropolitana de Buenos Aires ofereceu 30 vagas de emprego para estoquistas, trabalhadores de armazém e pessoal administrativo, com centenas de interessados formando uma fila que se estendeu por cerca de 10 quarteirões em Moreno, cidade da Grande Buenos Aires, predominantemente composta por jovens entre 18 e 22 anos de idade, em contexto de crise econômica.
  • Segundo levantamento divulgado em setembro pela Fundar, sob comando de Javier Milei, a Argentina fechou 31.300 empresas (6,1% do total das registradas) entre novembro de 2023 e junho de 2026, período em que 245.600 empregos formais privados foram extintos (queda de 3,9%).
  • A reforma trabalhista aprovada em 2024, impulsionada por Milei, reduziu custos rescisórios das demissões sem justa causa, eliminou a obrigatoriedade da contribuição sindical e ampliou a jornada diária para até 12 horas.
Resumo Editorial

A fila milenar por 30 estoquistas evidencia a grave crise de emprego formal na Argentina, onde 245 mil postos foram perdidos entre 2023 e 2026.

Na última segunda-feira, uma loja de departamento localizada na região metropolitana de Buenos Aires, especificamente em Moreno, enfrentou uma inesperada e voluminosa manifestação de busca por emprego, com centenas de candidatos – predominantemente jovens entre 18 e 22 anos – formam uma fila que se estendeu por cerca de 10 quarteirões, demonstrando a intensidade da crise ocupacional no país sob o comando de Javier Milei.

Contexto Institucional e Crise O cupacional na Argentina

A Fundação para a Advocacia Pública (Fundar), órgão de pesquisa vinculado ao comando da gestão mileísta, revelou em setembro que, entre novembro de 2023 e junho de 2026, a Argentina registrou o fechamento de 31.300 empresas – equivalente a 6,1% do total das registradas – e a extinção de 245.600 postos de trabalho formais no setor privado, representando uma queda de 3,9%.

A reforma trabalhista promulgada em 2024, impulsionada pela agenda liberal de Milei, reduziu significativamente os custos das demissões sem justa causa, eliminou a obrigatoriedade da contribuição sindical e autorizou a jornada diária de até 12 horas, medidas que, embora visem flexibilizar o mercado, têm exacerbado a precarização do emprego formal em contextos de recessão econômica.

Ponto de Destaque

Mais de 245 mil empregos formais foram perdidos na Argentina entre novembro de 2023 e junho de 2026, em contexto de crise que atinge jovens entre 18 e 22 anos em fila para vagas na área de estoque.

Repercussão Jurídica e Desafios do Mercado Formal

O Ministério da Economia da Argentina e a Secretaria de Trabalho e Emprego confirmaram que as políticas trabalhistas recentemente implementadas têm como foco reduzir a carga tributária sobre as empresas e flexibilizar a contratação, mas não abordaram diretamente a criação efetiva de postos ou a proteção ao trabalhador em situação de vulnerabilidade.

Especialistas apontam que o aumento da jornada para 12 horas diárias e a desobrigatoriedade sindical podem intensificar a informalização do emprego, enquanto o encolhimento do setor produtivo limita as perspectivas de recolocação no mercado formal.

Atenção / Ponto Crítico
A legislação trabalhista reformulada exige ajuste imediato das práticas de contratação para evitar descaracterização de vínculo formal

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