Após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, em que Flávio Bolsonaro conquistou 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula (PT), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, finalmente marcou a audiência com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do ex-aliado, após semanas de solicitação não atendida.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A apuração revelou que Marinho tentou obter contato direto com Fachin desde 28 de setembro, data em que relatou à coluna que havia realizado ligações sem sucesso, sendo então que a solicitação foi formalizada por meio de e-mail, após a confirmação do resultado eleitoral que colocou Flávio Bolsonaro à frente na disputa.
Antecedentes indicam que a relutância inicial do ministro decorreu da ausência de compatibilidade de agenda, conforme afirmou sua assessoria à imprensa, enquanto a expectativa institucional é de que o encontro sirva para alinhar posturas entre o Poder Judiciário e representantes do novo scenario político pós-eleitoral.
O presidente do STF só autorizou o encontro após Flávio Bolsonaro consolidar vantagem de 1,87 ponto percentual sobre Lula no primeiro turno.
Repercussão Institucional e Próximas Diretrizes
A designação da audiência para a terça-feira, 6 de outubro, ocorre em um momento estratégico, já que Marinho representará interesses do partido PL na articulação com o novo governo, enquanto Fachin aguarda também a reunião com Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo no Senado.
Especialistas apontam que o encontro pode definir pontos de negociação sobre pautas jurídicas pendentes, como a organização das próximas sessões do STF e a atuação do Tribunal em relação ao mandato presidencial.



