O PL pretende oficializar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato da sigla à presidência do Senado, com anúncio previsto para esta quarta-feira (4), após reunião com senadores da legenda. Marinho, coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, consolida seu nome internamente há meses sem resistências entre correligionários.
Para vencer Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição com apoio do centrão e governistas, aliados de Marinho reconhecem a necessidade de unir forças com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que ainda mantém pré-candidatura própria. O PL conta com a maior bancada do Senado (28 senadores) e da Câmara (121 deputados).
Lideranças do PL se reuniram com Valdemar da Costa Neto na noite de terça (3) para alinhar as articulações das duas Casas. Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que haverá apoio total e irrestrito à candidatura de Marinho e que a construção será feita junto a outros partidos, destacando a necessidade de independência em relação ao Poder Judiciário e ao STF.
A respeito da Câmara dos Deputados, o PL ainda não definiu sua posição e deve anunciar sua decisão apenas após reunião marcada para a próxima quarta-feira (11), com a presença de deputados eleitos. Enquanto uma ala defende composição com Hugo Motta (Republicanos-PB) para não perder espaço e comissões estratégicas, outra defende candidatura própria para manter a identidade da direita.
Nikolas Ferreira (PL-MG) é um dos defensores do lançamento de um nome próprio, enquanto Sóstenes Cavalcante (RJ), Altineu Côrtes (RJ) e Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP) são cotados para a disputa. Sóstenes reforçou que a decisão será tomada com respeito e equilíbrio, considerando a bancada eleita, e que o PL terá direito regimental ao comando de sete comissões permanentes.



