Donald Trump anunciou que a Venezuela presenteou os Estados Unidos com um milhão de barris de petróleo, sem custo para os contribuintes americanos. O anúncio foi feito durante viagem a Corpus Christi, no Texas, onde o presidente exibiu navios-tanque chegando ao porto como parte de uma parceria com a NABEP (North American Blue Energy Partners).
A empresa NABEP inicialmente informou que os EUA haviam comprado o petróleo por um preço reduzido, mas alterou a declaração após as declarações de Trump para afirmar que a carga seria entregue sem custo. Segundo a companhia, o primeiro milhão de barris foi fornecido a US$ 0, com o valor sendo quitado por meio de ajustes nos preços de futuras retiradas, e não por pagamento imediato em dinheiro.
O acordo envolve um contrato firmado em agosto, classificado pela Casa Branca como o maior negócio de petróleo da história mundial. Nesse acordo, o governo dos EUA adquiriu participação acionária na empresa proprietária da NABEP e tem o direito de comprar os primeiros 20% da produção venezuelana ao preço de custo de produção, cerca de US$ 30 por barril.
Um porta-voz da Casa Branca reconheceu que apenas a primeira remessa não teria custo imediato para o contribuinte americano. A estratégia prevê que cargas seguintes possam ser vendidas por valores mais altos, como US$ 60 por barril, resultando em uma média alinhada ao preço de custo estabelecido no contrato.
Críticos apontam que os Estados Unidos estariam extraindo petróleo a baixo custo para obter margens elevadas no mercado aberto, onde o produto pode ser vendido por cerca de US$ 80 por barril. O deputado democrata Dan Casten, do Illinois, afirmou que Trump ocultou detalhes do esquema e que ainda não se sabe quanto dinheiro está envolvido nem para onde os recursos estão indo.



