O Palácio do Itamaraty vê com preocupação a crise política no Paraguai, motivada pelo fechamento do banco Ueno e pela renúncia do presidente Santiago Peña, ocorrida na última quinta-feira (5). Apesar do acompanhamento próximo dos desdobramentos, o governo brasileiro evita manifestações oficiais por considerar a questão interna e regida pelas regras paraguaias.
Fontes da diplomacia apontam fragilidade da direita no país e levantam dúvidas sobre o futuro papel de aliados como Argentina e Estados Unidos. O cenário é analisado em meio ao arrefecimento da extrema-direita na região, após vitórias de Luiz Inácio Lula da Silva no Brasil e derrotas de Donald Trump nos EUA. Governistas descartam risco de um governo mais hostil ao Brasil devido à forte dependência econômica do Paraguai e acreditam que a usina Itaipu Binacional não será afetada pela instabilidade política.



