Em 31 de março de 2025, o pastor-belga Major, cão de serviço, permanece isolado no abrigo municipal de Austin há mais de 545 dias após ser atropelado em Felix Avenue e, em estado de pânico, morder uma pessoa que o socorreu, fato que culminou na designação de eutanásia pelo Estado, apesar da mobilização judicial e popular que busca sua reabilitação.
Contexto Institucional e Histórico da Situação do Cão
A apuração jornalística confirmou que o incidente ocorreu em março de 2025 na Felix Avenue, quando a caminhonete branca colidiu com Major enquanto ele caminhava ao lado de seu tutor, Shane Lilly, provocando ferimentos e desencadeando uma reação de defesa instintiva que resultou na mordida da pessoa que tentou auxiliá-lo; as autoridades locais, baseando-se em laudos técnicos que avaliaram o animal como potencialmente perigoso após o episódio, determinaram seu encaminhamento ao abrigo municipal e a posterior execução da eutanásia prevista inicialmente para 29 de setembro.
Nos meses subsequentes, o tutor ingressou com ação judicial contra a prefeitura de Austin, argumentando que a decisão administrativa ignorou a função essencial do cão como animal de apoio e negligenciou protocolos de reabilitação previstos em normas de bem-estar animal, pleiteando ainda a realização de avaliação técnica por veterinários independentes para comprovar sua condição atual e viabilidade de reintegração ao convívio com pessoas.
O pastor-belga Major permanece isolado há mais de 545 dias sem contato com humanos, outros animais ou sua família.
Repercussão Jurídica e Mobilização Social
A petição apresentada por Shane Lilly na Justiça estadual reúne mais de 54 mil assinaturas na plataforma Change. Org e enfatiza a necessidade de alternativas à eutanásia, sustentada por pareceres veterinários que apontam ausência de risco iminente à segurança pública após o processo de recuperação comportamental.
Espera-se que o julgamento, que já concedeu extensão de dez dias ao prazo original, resulte em determinação para avaliação clínica e comportamental rigorosa, com possibilidade de retorno do cão ao programa de atendimento especializado ou reassentamento supervisionado, enquanto o Estado enfrenta pressão para cumprir obrigações éticas no manejo de animais sob sua responsabilidade.



