O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, sob a gestão de Pete Hegseth, anunciou investimentos na infraestrutura militar para aumentar a resiliência do país diante de possíveis conflitos armados. A iniciativa central é o programa FORTRESS, que visa fortalecer a capacidade operacional das Forças Armadas contra interrupções e ameaças a estruturas essenciais, como energia elétrica, conexão via satélite e acesso a suprimentos.
De acordo com o comunicado da pasta, assinado por Hegseth, as bases do Exército devem ser capazes de funcionar por até 90 dias sem apoio externo, enquanto fábricas civis deverão estar preparadas para produzir armamentos em caso de ataque direto aos EUA. O memorando de 30 de setembro organiza a estratégia em cinco pilares: geração própria de energia para independência da rede civil, nacionalização da produção de terras raras e semicondutores, ampliação de reservas estratégicas de munições e combustíveis, proteção contra invasões cibernéticas e drones, e segurança de satélites contra interferências adversárias.
Além do FORTRESS, o Pentágono criou o Comando de Guerra Autônoma para treinamento com drones militares e planeja a construção da base Next Great, totalmente fora da rede elétrica comercial. O anúncio ocorre enquanto os EUA destinam US$ 1,5 trilhão para a Defesa em 2027, o maior orçamento já aprovado pela Câmara dos Representantes para a pasta, superando os US$ 901 bilhões alocados em 2026.



