A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou, nesta quinta‑feira (8/10), que o percentual de famílias endividadas no Brasil atingiu 81,7 % em setembro, marcando a primeira queda anual registrada pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), com recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao mês anterior, enquanto o índice permanece acima dos 79,2 % observados no mesmo período de 2025.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
O s dados revelam que o indicador de inadimplência, que havia se mantido estável em torno de 82 % ao longo dos últimos meses, registrou diminuição consistente graças à atuação do governo federal a partir do programa Novo Desenrola Brasil, lançado em 4 de maio, cujo objetivo é facilitar a renegociação de débitos e reduzir a pressão sobre os consumidores.
A estabilidade do endividamento familiar, apontada em 49,8 % em junho pelo Banco Central, contrasta com o patamar recorde de 82 % observado em setembro, indicando que as medidas de renegociação têm efeito imediato sobre a capacidade de pagamento das famílias, embora ainda persista a vulnerabilidade de 29,6 % dos consumidores que enfrentam dificuldades para honrar seus compromissos financeiros.
O percentual de famílias endividadas caiu para 81,7 %, a menor taxa desde março, refletindo a primeira redução anual da inadimplência.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O Banco Central manifestou preocupação com o elevado nível de endividamento, afirmando estar preparando medidas adicionais para conter o risco sistêmico que o crédito familiar representa ao sistema financeiro.
Autoridades envolvidas no programa Desenrola Brasil destacam que a ampliação das opções de negociação tem sido fundamental para a desaceleração do crescimento da inadimplência, sinalizando que os desdobramentos desse esforço deverão se consolidar ao longo dos próximos trimestres.
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