A cantora argentina Tini Stoessel, ícone global da música pop e ex-vocalista de "Violetta" da Disney, iniciou uma auditoria patrimonial após questionar a gestão dos bens e direitos ligados à sua imagem, que totalizam cerca de R$ 362 milhões, revelando vínculos entre seu patrimônio e empresas controladas pelo pai, Alejandro Stoessel, administrador da carreira artística desde 2008.
Apuração Patrimonial e Conflito Familiar
A investigação foi acionada após Tini constatar que seu cartão de crédito, com limite mensal de US$ 5 mil (equivalente a aproximadamente R$ 27 mil), foi recusado durante uma compra de luxo em junho deste ano, fato que gerou estranheza diante de sua trajetória internacional consolidada.
A auditoria subsequente revelou que direitos relacionados à exploração de sua imagem, à música e à marca pessoal estavam registrados em empresas formalmente vinculadas ao nome do pai, Alejandro Stoessel, que administra sua carreira há cerca de 15 anos, levantando dúvidas sobre a transparência na gestão financeira e patrimonial.
R$ 362 milhões em bens e direitos ligados à imagem de Tini Stoessel foram identificados como vinculados a empresas do pai.
Repercussão Legal e Cenários Futuros
A Justiça argentina ainda não formalizou o caso como processo judicial; até o momento, as partes mantêm negociação direta para definição do controle efetivo dos ativos, com risco de intervenção estatal caso não haja acordo.
Especialistas em direito das artes apontam que a estrutura patrimonial adotada pode configurar prática de usucapião indireto ou abuso de direito real, demandando atuação rigorosa da Fiscalização de Bens Imóveis e Finaceiros (FEB) e eventual intervenção da Controladoria-Geral da União (CGU).



