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Professora é acusada de desejar violência sexual contra filhos de eleitores de Lula no Pará

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 12:58
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Professora é acusada de desejar violência sexual contra filhos de eleitores de Lula no Pará
Fatos Rápidos da Notícia
  • Mensagens atribuídas à docente da rede municipal de Melgaço provocaram indignação nas redes sociais; escola divulgou nota de repúdio, e pais cobram o desligamento da profissional.
  • Escola municipal Gervásio Bandeira fica em Melgaço, no Pará. (Foto: Reprodução/YouTube @portalmarlontv)
Resumo Editorial

Mensagens atribuídas à docente da rede municipal de Melgaço provocaram indignação nas redes sociais; escola divulgou nota de repúdio, e pais cobram o desligamento da profissional.

Mensagens atribuídas à docente da rede municipal de Melgaço provocaram indignação nas redes sociais; escola divulgou nota de repúdio, e pais cobram o desligamento da profissional.

Escola municipal Gervásio Bandeira fica em Melgaço, no Pará. (Foto: Reprodução/YouTube @portalmarlontv)

Uma professora da rede municipal de ensino de Melgaço, no arquipélago do Marajó, no Pará, é alvo de denúncias após a divulgação de mensagens atribuídas a ela com ofensas e desejos de violência sexual contra filhos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A docente, identificada como Marinalva Gomes, trabalha na Escola Municipal de Ensino Fundamental (E.M.E.F.) Gervásio Bandeira.

Segundo a denúncia recebida pelo Estado do Pará Online (EPOL), publicações nos status do WhatsApp atribuídos à professora contêm declarações direcionadas a famílias de eleitores petistas. Em uma delas, a mensagem diz: “Tomara que os filhos de vocês sejam estuprados. Eu estarei aqui fazendo o ‘L’”.

Em outra publicação, a pessoa responsável pelo perfil teria escrito: “Principalmente quem tem filhos, eu quero que o ladrão meta um cabo de vassoura na bunda dos filhos dos petistas, isso que eles queriam”.

A divulgação das mensagens provocou reações de indignação, especialmente entre pais e mães. Uma mulher publicou um texto nas redes sociais em que condenou as declarações e afirmou que divergências políticas não justificam desejar violência contra crianças.

“Acima de qualquer político, eu sou mãe, sou humana e jamais vou achar normal alguém desejar o estupro de crianças por causa de política!”, escreveu. Na publicação, ela também defendeu que crianças não sejam utilizadas como alvo de ataques motivados por disputas eleitorais.

Escola divulga nota de repúdio

Diante da repercussão, a Escola Gervásio Bandeira divulgou uma nota de repúdio às declarações atribuídas a uma funcionária. No comunicado, a instituição afirmou que não compactua com discursos de ódio, preconceito ou manifestações ofensivas.

A escola também destacou a necessidade de proteger crianças de qualquer forma de violência, independentemente do posicionamento político de seus familiares.

“A proteção da infância deve estar acima de qualquer divergência política ou ideológica”, afirma um trecho da nota.

O comunicado reforça ainda o compromisso da instituição com o respeito, a dignidade humana e o bem-estar dos estudantes. A escola concluiu a manifestação com a mensagem: “Respeito não tem partido. A infância deve ser protegida, e o discurso de ódio não pode ser normalizado”.

Após a divulgação das mensagens, pais de alunos passaram a cobrar o desligamento da professora. A insatisfação está relacionada ao teor das declarações atribuídas à docente, que mencionam violência sexual contra crianças em meio a divergências políticas.

O EPOL entrou em contato com o secretário municipal de Educação de Melgaço, Flávio Viegas, para solicitar um posicionamento da gestão sobre a denúncia e as medidas que poderão ser adotadas. Até a publicação desta matéria, a reportagem aguardava retorno.

Outro caso de intolerância contra apoiadores de Lula

Outro episódio envolvendo eleitores de Lula ocorreu nas redes sociais. A vereadora de Belém Patrícia Queiroz (PP) compartilhou uma publicação que incentiva empresários a demitir funcionários que manifestaram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O conteúdo é de Victor Ruiz (PP), candidato a deputado federal por São Paulo que não foi eleito. Na postagem, ele usa o gesto conhecido como “L”, associado a Lula, como exemplo de manifestação que deveria ser observada pelos empregadores. “Não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”, escreveu Ruiz.

A publicação relaciona o apoio político ao presidente à suposta hostilidade contra empresários e defende que empregadores levem esse entendimento em conta ao avaliar seus funcionários.

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