Na quarta-feira, durante sabatina concedida ao, a candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) reiterou proposta de reduzir o número de secretarias do GDF de 32 para menos de 20, classificando a estrutura atual como 'cabides de emprego' e prometendo manter apenas indicações técnicas para os cargos, além de destacar planos para fortalecer o SUS e readequar o uso do Centrad.
Contexto Institucional e Estratégia de Redução Administrativa
A apuração realizada pela reportagem constatou que Belmonte, ao longo da sabatina, criticou duramente a gestão atual, especialmente no âmbito da saúde pública, ao afirmar que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES-DF) é composto por quase 800 cargos de livre nomeação sem requisitos técnicos, o que comprometeria a eficiência dos serviços prestados nos hospitais públicos e unidades de pronto atendimento.
No mesmo discurso, a candidata reafirmou seu compromisso com a manutenção e valorização do SUS, defendendo que a ampliação da cobertura e a incorporação de profissionais qualificados são prioridades, enquanto reiterou que a redução administrativa das secretarias visa eliminar práticas clientelistas e direcionar recursos para áreas estratégicas como saúde e educação.
A candidata Paula Belmonte afirmou que as mais de 30 secretarias do GDF funcionam como 'cabides de emprego', totalizando um custo elevado à administração pública distrital.
Repercussão Jurídica e Perspectivas de Implementação
As declarações geraram reações imediatas por parte de setores técnicos e políticos, com especialistas em gestão pública alertando para a complexidade constitucional e administrativa de alterar a estrutura orgânica do Executivo distrital sem aprovação legislativa ou consenso técnico.
Especialistas em saúde apontam que a proposta de inspeção no IGES-DF reforça a necessidade de profissionalização da área, embora a manutenção do instituto sob novo comando esteja garantida, conforme afirmou Belmonte.



