Na terça-feira (22/9), durante o evento do Escudo das Américas em Nova York, Donald Trump afirmou que todos os candidatos que apoiou em eleições na América Latina foram vitoriosos, com nove em nove resultados favoráveis, reforçando a influência dos Estados Unidos na região. Ele citou exemplos como a eleição de Abelardo de la Espriella na Colômbia e as vitórias de Javier Milei na Argentina, destacando o alinhamento político de governos de direita com sua agenda de segurança.
Contexto Histórico e Estratégico da Iniciativa do Escudo das Américas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que teve 'nove em nove' acertos ao apoiar candidatos em campanhas eleitorais na América Latina, em discurso proferido no âmbito do Escudo das Américas, iniciativa regional liderada por Washington para fortalecer a cooperação contra o narcotráfico, o crime organizado e ameaças à segurança continental. A Casa Branca divulgou uma lista com 23 países considerados grandes produtores ou rotas de trânsito de drogas ilícitas para os EUA, entre eles Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia — estes últimos apontados como falhos em cumprir compromissos internacionais de combate ao tráfico.
A menção ao colombiano Abelardo de la Espriella e ao argentino Javier Milei reforça a estratégia norte-americana de fortalecer alianças com governos de direita na região, em contraste com o posicionamento multilateral defendido por líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, que durante a 81ª Assembleia Geral da O NU reafirmou a soberania brasileira e criticou intervenções externas nos processos eleitorais.
Donald Trump afirmou que 'está nove em nove' ao apoiar candidatos na América Latina, indicando sucesso total em seus endossos políticos na região.
Repercussão Política e Desafios à Soberania Nacional
A declaração de Trump gerou reações imediatas do governo brasileiro, com o presidente Lula condenando 'ingerências externas' durante discurso na O NU, defendendo a autonomia das decisões eleitorais nacionais. O embate entre os modelos de governança — multinacionalidade versus unilateralismo — intensificou-se após a Casa Branca incluir países latino-americanos em sua avaliação de cooperação contra drogas ilícitas.
O novo embate comercial entre Brasil e Estados Unidos, centrado em tarifas sobre produtos brasileiros, reacendeu debates sobre estratégias de retaliação por parte do Congresso e do Executivo, enquanto a Polícia Federal investiga indícios de interferência norte-americana nos preparativos para as eleições presidenciais de 2026.



