InícioentretenimentoO Cinema vive! Confira os melhores filmes de 2026 (até agora)

O Cinema vive! Confira os melhores filmes de 2026 (até agora)

Não dá para avaliar um ano cinematográfico por completo quando se está apenas na metade dele. Mas dá para sentir a sua temperatura. E, no meio de 2026, o diagnóstico é animador: o paciente parece mais saudável do que há muito tempo.

As bilheterias brasileiras e mundiais estão em alta apenas por causa de sequências, mas o público tem abraçado blockbusters com frescor e alma, desde o espirituoso O Diabo Veste Prada 2 até o astuto Toy Story 5.

Tivemos fenômenos de terror originais, espetáculos pop e joias do cinema independente que provam que o cinema não apenas resiste, mas voltou a ditar o ritmo da cultura.

Abaixo, os renomados críticos Owen Gleiberman e Guy Lodge, consultados pela Variety, listam as produções que definiram o ano até o momento. Confira os pôsteres na galeria e mais informações sobre os filmes!

Garça-Azul (Blue Heron)

Direção: Sophy Romvari | Crítica: Guy Lodge

Em meados da década de 1990, uma família de imigrantes húngaros tenta se estabelecer no subúrbio de Vancouver, mas suas intenções são sabotadas pela deterioração da saúde mental do filho mais velho. Sob o olhar de sua irmã caçula, uma tragédia em câmera lenta se desenrola. A cineasta canadense Sophy Romvari extrai de sua própria história um drama devastador e uma investigação radical sobre memória e imaginação.

EPiC: Elvis Presley em Concerto (EPiC: Elvis Presley in Concert)

Direção: Baz Luhrmann | Crítica: Owen Gleiberman

Por que Elvis, por que agora? A resposta curta é que o eletrizante documentário de Baz Luhrmann, feito com imagens luxuosamente restauradas das apresentações do Rei em Las Vegas (entre 1969 e o início dos anos 1970), é um dos filmes de concerto mais emocionantes da história. A resposta longa é que o longa desmistifica o “kitsch” tardio do cantor.

O Convite (The Invite)

Direção: Olivia Wilde | Crítica: Owen Gleiberman

Uma comédia dramática brilhante sobre um jantar que evoca o clássico Quem Tem Medo de Virginia Woolf? sob as lentes do Woody Allen de Maridos e Esposas. Seth Rogen e Olivia Wilde interpretam um casal de longa data em São Francisco que convida os vizinhos de cima (Penélope Cruz e Edward Norton) para jantar, descobrindo que eles são adeptos do poliamor moderno.

Deus é Deus (Is God Is)

Direção: Aleshea Harris | Crítica: Guy Lodge

É um mistério como essa estreia visceral da aclamada dramaturga Aleshea Harris foi lançada de forma tão discreta em maio, sem passar pelos grandes festivais. Em outro cenário, esse drama de vingança feminina seria o queridinho de Sundance. Estrelado pelas brilhantes Kara Young e Mallori Johnson, o filme acompanha duas irmãs gêmeas, marcadas física e psicologicamente por abusos na infância, que caçam o pai que destruiu suas vidas.

Obsessão (Obsession)

Direção: Curry Barker | Crítica: Guy Lodge

O longa que lançou Curry Barker ao estrelato é a maior narrativa de “Davi contra Golias” em Hollywood nos últimos anos: um suspense psicológico de micro-orçamento (menos de um milhão de dólares) que já arrecadou mais de 200 milhões globalmente. Barker atualiza o clichê do desejo amaldiçoado: um jovem deseja que sua paixão corresponda aos seus sentimentos, apenas para descobrir que a devoção sob demanda se torna um pesadelo.

Nosso Herói, Baltazar (Our Hero, Balthazar)

Direção: Oscar Boyson | Crítica: Owen Gleiberman

Balthazar (Jaeden Martell) é um jovem rico de Nova York que expressa seu tédio postando vídeos de si mesmo chorando online. O diretor Oscar Boyson captura com precisão cirúrgica a nova cultura jovem que transformou o exibicionismo e a vulnerabilidade performática em moeda de troca. Quando Balthazar posta um vídeo de solidariedade às vítimas de um tiroteio, ele passa a receber mensagens de alguém que alega ser o atirador (interpretado com uma melancolia assustadora por Asa Butterfield).

Balada Poderosa (Power Ballad)

Direção: John Carney | Crítica: Owen Gleiberman

O fascinante drama musical de John Carney merecia ter sido um fenômeno ainda maior. Ele traz a mesma melancolia e o êxtase melódico de seus filmes anteriores (Apenas uma Vez), mas acrescenta uma camada crua de raiva. Paul Rudd entrega uma de suas melhores atuações como Rick Power, um roqueiro frustrado dos anos 1990 que hoje trabalha como cantor de casamentos na Irlanda. Ele compõe uma canção com um jovem ex-astro de boy band (Nick Jonas), que posteriormente rouba a faixa e a transforma em um hit mundial.

Rosa de Nevada (Rose of Nevada)

Direção: Mark Jenkin | Crítica: Guy Lodge

Após o sucesso cult de Bait (2019), o diretor Mark Jenkin retorna com seu projeto mais ambicioso. “Rosa de Nevada” traz astros como George MacKay e Callum Turner, mas mantém a estética tátil e visceral do cineasta, filmada em uma granulada película 16mm. Trata-se de uma ficção científica de baixo orçamento com uma premissa genial: dois pescadores falidos aceitam um trabalho em um barco enferrujado que viaja, literalmente, rumo ao passado.

Amigo Silencioso (Silent Friend)

Direção: Ildikó Enyedi | Crítica: Guy Lodge

Recuperando-se da recepção morna de seu projeto anterior, a diretora húngara Ildikó Enyedi entrega um filme estranho, sensual e inesperadamente doce. “Amigo Silencioso” acompanha um tríptico de histórias que abrangem um século — todas ligadas por uma árvore antiga da espécie ginkgo biloba. O astro Tony Leung traz sua gravidade habitual ao papel de um cientista isolado em Hamburgo durante a pandemia que descobre uma maneira de se comunicar com a vida vegetal.

Toy Story 5

Direção: Andrew Stanton | Crítica: Owen Gleiberman

Este pode ser considerado o “Abbey Road” da franquia da Pixar: um resumo sublime que reflete toda a saga em um espelho mágico. O diretor Andrew Stanton e sua equipe usam a ascensão dos tablets e da tecnologia infantil para levantar uma questão profunda: os brinquedos analógicos estão obsoletos? Mais do que isso, o filme questiona quem nos tornaremos se perdermos a capacidade de brincar usando apenas a imaginação.

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