Aeronave não tripulada levou um rim por um trajeto além da “linha de visão’, ou seja, uma distância onde o piloto não conseguia enxergar o aparelho
A NASA está testando o uso de drones para agilizar o transporte de órgãos destinados a transplantes. Em um teste recente realizado no Centro de Pesquisa Langley, na Virgínia, uma aeronave não tripulada levou um rim por um trajeto além da “linha de visão” do operador — ou seja, cruzando uma distância onde o piloto já não conseguia enxergar o aparelho a olho nu.
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O desafio técnico da distância
Manter o drone visível é uma regra padrão de segurança. Para romper essa barreira em áreas povoadas, a NASA usou rádios adicionais que permitem monitorar o equipamento de dentro de uma sala de controle a mais de um quilômetro de distância. O voo seguiu os requisitos da Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA e ocorreu em uma área de testes específica para navegação autônoma.

O rim utilizado no teste não estava viável para transplante humano, servindo apenas para a coleta de dados de viabilidade. Os pesquisadores agora vão analisar se o órgão sofreu danos no tecido ou variações prejudiciais de temperatura durante o percurso.
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Logística ágil e o “último quilômetro”
O objetivo final da parceria entre a NASA e a Rede Unificada de Compartilhamento de Órgãos (UNOS) é viabilizar voos de até 24 quilômetros entre hospitais. Como os órgãos têm um tempo limite de conservação fora do corpo, a velocidade é crucial. Drones levam vantagem sobre aeronaves maiores por conseguirem pousar em locais densos ou de difícil acesso, evitando o trânsito terrestre.
A agência espacial planeja que essa tecnologia funcione como um serviço de “última milha”. A ideia é similar à logística de entregas comerciais, onde o deslocamento longo é feito por veículos maiores e o drone assume a etapa final do trajeto, levando o órgão direto ao hospital onde o paciente aguarda a cirurgia.
Daniel Junqueira
Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009.

