Carregando...
Voltar para a página inicial
Política

Gonet revela Mendonça antecipou investigação de Moraes com acesso antecipado à PF

PorPablo GiovanniVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 02:45
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Gonet revela Mendonça antecipou investigação de Moraes com acesso antecipado à PF
Fatos Rápidos da Notícia
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ministro relator André Mendonça sabia que uma ordem dada à Polícia Federal levaria à investigação de Alexandre de Moraes
  • A medida determinou a identificação dos integrantes da suposta rede de influência e monitoramento do banqueiro Daniel Vorcaro
  • O relatório da Polícia Federal tem 218 páginas, com 188 dedicadas a referências relacionadas a Alexandre de Moraes
  • A ordem para a investigação policial foi dada em 24 de agosto de 2026
  • Gonet considerou duplamente ilegal a apuração determinada por Mendonça e pediu a anulação e o encerramento do procedimento
Resumo Editorial

A PGR anula a investigação de Alexandre de Moraes por abuso de poder do relator, que usou dados obtidos antecipadamente da Polícia Federal sem autorização do STF.

Na terça-feira (1º/9), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, formalizou à Suprema Corte que o ministro relator André Mendonça agiu com plena ciência ao determinar à Polícia Federal a abertura de investigação sobre Alexandre de Moraes, baseando-se em dados obtidos de um dispositivo eletrônico vinculado ao banqueiro Daniel Vorcaro, cujas informações constavam em relatório de 218 páginas, dos quais 188 referiam-se diretamente ao ministro do STF.

Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração

O Ministério Público Federal, por meio da PGR, apontou que a ordem de investigação, datada de 24 de agosto de 2026, autorizava a PF a identificar integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento do banqueiro Daniel Vorcaro, com base em documentos apreendidos durante operação que incluiu acesso ao conteúdo de um aparelho eletrônico solicitado por Mendonça.

Segundo o relatório da PF, 188 das 218 páginas analisadas continham referências explícitas a Alexandre de Moraes, evidenciando possível intenção de apurar condutas ilícitas por parte do ministro, embora a PGR considerasse juridicamente inválida a iniciativa do relator, dada a ausência de competência para conduzir investigações pré-processuais sobre autoridades judiciárias.

Ponto de Destaque

A anulação e encerramento do procedimento policial foram solicitados pelo PGR com base em dupla nulidade da ordem e das provas colhidas pela PF sem autorização do Plenário do STF

Repercussão Jurídica e Desdobramentos Imediatos

O procurador-geral Paulo Gonet destacou que o ato violou princípios constitucionais ao permitir ao magistrado assumir funções exclusivas do Ministério Público e da Polícia Federal, configurando abuso de poder na fase pré-processual e exigindo a nulidade das diligências realizadas.

Gonet determinou que o caso fosse remetido ao presidente do STF para decisão do Plenário sobre eventual autorização para investigação, reforçando que apenas o colegiado tem legitimidade para autorizar exame de autoridades de alta jurisdição.

Atenção / Ponto Crítico
A ordem de investigação e suas consequências devem ser imediatamente anuladas pelo STF sob pena de violação à separação de poderes e ao devido processo legal

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio