Um levantamento da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) identificou que cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso. As regiões de Parrachos, Costa dos Corais, Atol das Rocas e Fernando de Noronha já apresentavam situação crítica nos últimos 50 anos, enquanto Abrolhos, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul avançaram da categoria Em Perigo para Criticamente em Perigo.
O estudo aponta as ondas de calor marinhas como a principal ameaça, com projeções que indicam aumento do estresse térmico severo, branqueamento e mortalidade de corais nas próximas décadas. Além das mudanças climáticas, a pesca excessiva, o desenvolvimento costeiro, a pressão turística e o lançamento de nutrientes e sedimentos comprometem a qualidade da água nos ecossistemas.
Outros fatores citados pelo levantamento incluem atividades de exploração de petróleo e gás, mineração e navegação, que representam riscos de contaminação dos ambientes marinhos. Três das oito ecorregiões não possuem dados suficientes para uma classificação geral de risco.
Ana Lídia Gaspar, analista de Conservação do WWF Brasil, destaca que “Os resultados mostram que três dessas ecorregiões já estavam em risco crítico pelo que aconteceu nos últimos 50 anos, e que as projeções colocam outras duas no mesmo patamar”. A especialista ressalta ainda que a falta de informação sobre algumas áreas não deve ser interpretada como ausência de risco.



