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Política

Liderança de esquema fraudulento usa casamentos fictícios para imigração nos EUA

PorThays MartinsVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 12:10
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Liderança de esquema fraudulento usa casamentos fictícios para imigração nos EUA
Fatos Rápidos da Notícia
  • Seis pessoas foram denunciadas pela procuradoria de Massachusetts, nos Estados Unidos, acusadas de organizarem casamentos fictícios com o objetivo de obter, de forma fraudulenta, status imigratório para imigrantes em situação irregular
  • O grupo realizava em média 18 a 20 casamentos ilegais por ano, com cobrança de US$ 38 mil a US$ 40 mil por casamento e pagamento mensal de US$ 500 ao 'cônjuge'
  • As acusações incluem conspiração para abrigar imigrantes em situação irregular e fraude matrimonial, com penas máximas de até 10 anos ou 5 anos de reclusão, três anos de liberdade supervisionada e multa de até US$ 250 mil por crime
Resumo Editorial

Seis acusados respondem por esquema de casamentos simulados que fraudou imigração nos EUA, gerando lucros de até US$ 40 mil por união e acumulando até 50 anos de reclusão.

Seis indivíduos foram formalmente denunciados pela Procuradoria do Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, sob suspeita de orquestrar um esquema sistemático de casamentos simulados para fraudar o processo de imigração, concedendo status legal a imigrantes em situação irregular por meio de união matrimonial fraudulenta.

Contexto Institucional e Estrutura do Esquema Ilícito

A investigação, coordenada pela Divisão de Crimes Cibernéticos e Imigração da Procuradoria Distrital de Massachusetts, revelou que o grupo operava há mais de uma década com estrutura organizacional definida, realizando em média 18 a 20 casamentos simulados anualmente para fins imigratórios fraudulentos. O s acusados cobravam entre US$ 38 mil e US$ 40 mil por cerimônia, valor que equivalia a aproximadamente R$ 191 mil a R$ 201 mil, além de exigir pagamento mensal de US$ 500 ao suposto cônjuge para manter a farsa.

Segundo os registros apurados pelo FBI e pela Escritório do Advogado dos Estados Unidos, a líder do esquema, identificada como Jennifer Gonzalez, orientava os participantes sobre como simular a veracidade matrimonial por meio de providências como abertura de contas bancárias conjuntas, contratação de seguros de vida e realização de fotografias públicas para reforçar a aparência de vínculo conjugal.

Ponto de Destaque

O grupo cobrava entre US$ 38 mil e US$ 40 mil por casamento simulado, gerando lucros milionários ao longo de mais de uma década.

Repercussão Legal e Desdobramentos Processuais

As acusações formais incluem conspiração para abrigar estrangeiros em situação irregular, fraude matrimonial e participação em rede criminosa organizada, com penas máximas que variam entre cinco e dez anos de reclusão, três anos de liberdade supervisionada e multas que podem alcançar até US$ 250 mil por crime.

Com base nas denúncias apresentadas na última quinta-feira (21/10), os seis acusados — Jennifer Gonzalez, Erica Daniels, Chreise Alejandro, Amara Pugh, Jaylin Hill e um co-denunciado ainda não identificado — foram submetidos à prisão preventiva ou já cumprem pena em instituições penais estaduais, com audiências iniciais marcadas para esta quinta-feira (22/10) no tribunal federal da região.

Atenção / Ponto Crítico
O s acusados respondem por crimes que somam até 50 anos de reclusão acumulada e multas que podem superar US$ 1 milhão no total.

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