A Polícia Federal identificou, em agosto, uma estrutura com equipamentos de contagem de dinheiro nas dependências de uma das empresas do advogado Willer Tomaz, associado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), localizada em hangar no Aeroporto de Brasília, após denúncia anônima, levantando indícios de possível estrutura operacional para movimentação de recursos financeiros superiores a R$ 130 milhões em três meses, conforme investigação em curso.
Contexto Investigativo e Estrutura O peracional
A Polícia Federal constatou a existência de uma sala com painel de madeira e porta blindada nas instalações da empresa do advogado Willer Tomaz, situada em um hangar no Aeroporto de Brasília, onde foram identificadas prateleiras, malas e uma máquina de contar dinheiro, embora não houvesse espécie no local; segundo os agentes, o ambiente apresentava características incompatíveis com a atividade declarada pela defesa, que alega tratar-se de estrutura destinada ao transporte de valores sob protocolos rigorosos de segurança e custódia, conforme regulamentação aplicável.
A investigação da PF aponta para movimentação de R$ 130 milhões em uma conta bancária vinculada ao advogado entre março e maio do ano anterior, valor considerado atípico em relação às atividades econômicas reconhecidas do empresário, o que reforça suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de dívidas, conforme laudo técnico da corporação que recomenda aprofundamento da apuração diante da discrepância entre o volume financeiro e a estrutura operacional aparente.
Investigação aponta movimentação de R$ 130 milhões em três meses em conta bancária do advogado Willer Tomaz, com suspeitas de lavagem de dinheiro e estrutura operacional incompatível com o volume financeiro.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A defesa de Willer Tomaz rebate as acusações afirmando que os equipamentos são utilizados exclusivamente para fins legais relacionados ao transporte aéreo de numerário, ressaltando que a presença de máquinas contadoras e malotes é compatível com atividades regulamentadas e que nenhuma quantia foi encontrada no local, caracterizando, segundo o advogado, 'insinuação beira do ridículo'.
A PGR autorizou a abertura do inquérito sobre lavagem de dinheiro e evasão de dívidas envolvendo o caso, que tramita sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, enquanto o Ministério Público Federal segue com as investigações para esclarecer a origem dos recursos e eventuais beneficiários finais.



