Na manhã de segunda-feira, 5 de outubro, moradores do condomínio residencial Avenida Paralela, em Salvador (BA), enfrentaram um episódio de extrema gravidade após a fuga e invasão de uma macaco-prego, animal pertencente ao ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), que deixou três feridos — entre eles um policial militar mordido e um recém-nascido de cinco dias de vida em risco — antes de ser capturado após mais de três horas de perseguição.
Contexto Institucional e Antecedentes da Apreensão
A apuração jornalística constatou que o animal, mantido legalmente pelo político mesmo após sua saída da Assembleia Legislativa, havia sido alvo de registros policiais anteriores em situações semelhantes, com relatos de agressividade e invasão de residências por parte do primata, evidenciando um padrão de comportamento anômalo que extrapola a fauna comum ao entorno urbano baiano.
O ex-deputado Marcell Moraes, apesar de não ter presença física no local da invasão — conforme confirmado por testemunhas e vizinhos contatados pelo Correio 24h — detém a titularidade legal do animal por meio de autorização ambiental expedida pelo IBAMA, o que complica os protocolos de containment e reforça a necessidade de fiscalização rigorosa sobre a posse de fauna silvestre em áreas residenciais.
Mais de três horas de perseguição resultaram em três moradores, um segurança e um policial militar feridos durante o ataque do macaco-prego ao condomínio da Avenida Paralela em Salvador.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Militar e o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) coordenaram o isolamento e o encaminhamento do animal, que se encontrava debilitado após ingerir álcool 70% e medicamentos, segundo laudo preliminar divulgado ao longo da tarde; a perícia técnica ainda analisa a procedência do comportamento anómalo.
O Ministério Público do Estado da Bahia acionou as normas ambientais para apurar responsabilidades civis e penais, enquanto o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-BA) solicitará esclarecimentos sobre o manejo do animal por parte do proprietário, no qual se recomenda a desistência da guarda por risco à saúde pública.



