A transição para o governo de Daniel Santos coloca a promessa de mudança diante de seu primeiro teste: escolher quem comandará a máquina estadual e quais interesses terão acesso às decisões. Pastas como Fazenda, Planejamento, Articulação Política e órgãos responsáveis por decisões territoriais e econômicas estão no centro das conversas, sendo que o desenho dessa equipe indicará se haverá novas práticas ou apenas uma reorganização dos grupos próximos ao poder.
Reportagens apontam nomes cotados para diferentes pastas, incluindo Ed Wilson para a Chefia de Gabinete, João Salame para a Casa Civil, Éder Mauro para a Segurança Pública e Miguel Gualberto para o Iterpa. Também circulam hipóteses sobre Alex Hage para a Adepará e Célia Maria Silva Carvalho para a Fazenda, embora o portal ressalte que se trata de informações de bastidores e não nomeações confirmadas.
Outro ponto analisado é a capacidade técnica da equipe municipal de Ananindeua para ocupar a estrutura estadual sem esvaziar a prefeitura, com sugestões de recorrer a técnicos ligados a Simão Jatene para áreas como fisco e finanças. A análise aponta que aproveitar servidores de carreira pode ser responsável, desde que o critério seja a capacidade de entregar resultados com autonomia.
A relação da organização Comunitas com os governos estadual e municipal também é investigada, considerando parcerias em modernização administrativa, licenciamento ambiental e preparação para a COP30. Apesar do histórico, os materiais examinados não identificam comprovação suficiente de que a entidade determine nomeações ou preserve contratos para terceiros.
Relatos de bastidores apontam desentendimentos envolvendo João Brasil, Ed Wilson e vereadores de Ananindeua, com reclamações sobre afastamento das decisões. Além disso, expressões como "Ditadura Santos" surgem como contraponto à crítica anterior ao ex-governador Helder Barbalho, levantando questionamentos sobre como o novo comando lidará com divergências e aliados.
O texto conclui que Daniel Santos será cobrado pelo uso do poder recebido, podendo organizar uma administração capaz de mudar prioridades ou consumir energia na acomodação de pretendentes. Para quem depende de escola, hospital e segurança, a disputa por cargos só importa se houver alguém preparado para trabalhar quando o período de transição terminar.
