Rogério Marinho (PL-RN) oficializou sua candidatura à presidência do Senado para o início de 2027, mirando fortes críticas à gestão do atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca a reeleição. Durante discurso à base bolsonarista, Marinho acusou Alcolumbre de rejeitar pautas de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e de priorizar interesses do governo Lula (PT). O líder da oposição afirmou que o presidente do Senado 'coopta' votos por meio de verbas, vantagens e atalhos, utilizando um tom incisivo contra o provável adversário.
Diferentemente do confronto direto entre Marinho e Alcolumbre, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) tem sido poupada de ataques diretos pelos adversários. Marinho chegou a pedir aos parlamentares presentes no lançamento de sua candidatura que não incentivem ataques à ex-ministra, destacando que ambos são 'companheiros' e estão alinhados no propósito de derrotar Alcolumbre. A estratégia dos dois ex-ministros de Bolsonaro é caminharem juntos até que um desista em favor do outro, com base no candidato que obtiver maior número de apoios contra o atual presidente do Senado.
Alcolumbre já conseguiu um apoio significativo ao costurar o anúncio público da Federação União Progressista em favor de sua reeleição, surpreendendo parte da bancada. Tereza Cristina afirmou que a próxima legislatura terá autonomia para decidir em quem votar. Enquanto aliados do presidente contam com maioria apoiada por MDB, PSD e governo Lula, Marinho aposta na bancada do PL, senadores do Novo e dissidentes insatisfeitos com a condução de Alcolumbre. Tereza conta com apoio velado de dissidentes e integrantes da bancada feminina.
