A CJ Selecta fechou um financiamento de US$ 30 milhões, equivalente a cerca de R$ 155 milhões, com o Bradesco. A operação foi estruturada como um Pré-Pagamento à Exportação Verde e destina os recursos à compra de soja certificada, exigindo rastreabilidade e critérios socioambientais para os fornecedores.
A empresa informou que, em 2025, 99,63% do volume de soja adquirido teve a origem rastreada até o nível da propriedade rural por meio do Cadastro Ambiental Rural. Todo o volume de soja não geneticamente modificada comprado no período recebeu certificação ProTerra, que estabelece requisitos de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental na cadeia de fornecimento.
O CEO da companhia, Alessandro Reis, afirmou que a rastreabilidade da soja é estratégica para a competitividade da cadeia e para o acesso a mercados exigentes quanto à origem da matéria-prima e às práticas socioambientais. Segundo ele, o monitoramento combina análise geográfica das propriedades, avaliação socioambiental dos fornecedores e certificações independentes.
O financiamento segue um Framework de Finanças Verdes elaborado pela própria CJ Selecta, que define atividades elegíveis como agricultura regenerativa, adaptação às mudanças climáticas, geração de energia renovável, gestão da água, prevenção da poluição e economia circular. O documento foi avaliado independentemente pela S&P Global Ratings e verificado quanto ao alinhamento com princípios internacionais da ICMA para títulos e empréstimos verdes.



