O contrato futuro da soja para entrega em janeiro fechou a sessão desta sexta-feira (30) cotado a US$ 12,34 por bushel, com desvalorização de 0,04%. Apesar de uma recuperação moderada durante o pregão, impulsionada por operações de hedge de investidores, os preços acumularam perdas em quatro sessões consecutivas devido ao avanço da colheita recorde nos Estados Unidos e à entrada da nova safra no mercado. A fraqueza do farelo de soja também contribuiu para o cenário negativo, refletindo o bom desempenho das vendas argentinas e a maior competitividade das exportações brasileiras, favorecidas pela desvalorização do real frente ao dólar.
No mercado comercial, o USDA confirmou duas novas vendas de soja da safra 2026/2027 para destinos não informados, nos volumes de 165,15 mil toneladas e 132 mil toneladas. As operações alimentaram especulações sobre uma possível participação da China na demanda. No entanto, a ausência de confirmação oficial de novas compras pelo país asiático mantém os operadores cautelosos. O milho para dezembro caiu 0,78%, a US$ 4,47 por bushel, caminhando para a quinta semana consecutiva de perdas pressionado pela segunda maior safra histórica dos EUA e pela perda de competitividade das exportações. Já o trigo para dezembro recuou 0,04%, a US$ 6,03 por bushel, acumulando nove semanas de quedas influenciadas pela liquidação de posições de fundos e pela valorização do dólar ante o euro.



