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Deputadas denunciam ameaça de envenenamento e violência contra indígenas

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 15:45
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Deputadas denunciam ameaça de envenenamento e violência contra indígenas
Fatos Rápidos da Notícia
  • As deputada federais Sônia Guajajara (PSol-SP) e Célia Xakriabá (PSol-MG) protocolaram um ofício em caráter de urgência para cobrar investigação sobre ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.
  • Após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, no domingo (25/10), foram registradas diversas denúncias de violência política, ameaças e agressões contra povos indígenas no MS e em outras regiões do país.
  • O documento foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério dos Povos Indígenas, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Resumo Editorial

As deputada federais Sônia Guajajara (PSol-SP) e Célia Xakriabá (PSol-MG) protocolaram um ofício em caráter de urgência para cobrar investigação sobre ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.

As deputada federais Sônia Guajajara (PSol-SP) e Célia Xakriabá (PSol-MG) protocolaram um ofício em caráter de urgência para cobrar investigação sobre ameaças de envenenamento da água consumida por indígenas Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul.

Após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, no domingo (25/10), foram registradas diversas denúncias de violência política, ameaças e agressões contra povos indígenas no MS e em outras regiões do país.

O documento foi encaminhado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério dos Povos Indígenas, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No pedido, as parlamentares solicitam apuração dos fatos, identificação dos envolvidos e medidas imediatas de proteção às comunidades.

Em publicação nas redes sociais, Célia afirmou que é preciso resposta rápida do Estado. “Precisamos de respostas urgentes, proteção aos povos Guarani Kaiowá e responsabilização dos envolvidos”, escreveu.

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Onda de denúncias no estado

O caso de Tacuru, porém, não é isolado. Segundo a Apib, há uma escalada de violência política contra povos indígenas no estado após o segundo turno.

Entre os relatos estão assassinatos em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia e ameaças de envenenamento da água em Tacuru e Nioaque.

Indígenas Terena também denunciaram racismo e intimidação dentro das aldeias. De acordo com a entidade, houve barreiras para votar em colégios eleitorais localizados nas próprias reservas e uso de termos racistas como “bugres” para se referir aos povos originários.

Em outro áudio incluído nas denúncias, um homem sugere cortar serviços básicos como retaliação: “mandar fechar a porteira para não sair mais para a cidade, porque índio é só no mato. E cortar luz, cortar água”.

Diante da gravidade, os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Igualdade Racial criaram uma força-tarefa para apurar as denúncias. O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que acionou a Polícia Federal (PF) ainda na segunda-feira (26/10).

O governo federal informou que monitora também relatos de violência contra quilombolas e povos de terreiro após o resultado eleitoral. A PF foi acionada para investigar os casos e, até o momento, não há confirmação de mortes relacionadas à violência política por parte da Secretaria de Justiça e Segurança Pública de MS.

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