Antonio Rueda incluiu o caso de Márcio Canella nas articulações para garantir o apoio do União Brasil à recondução de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. Segundo pessoas que acompanham as negociações, o dirigente partidário aposta na proximidade de Alcolumbre com ministros do Supremo Tribunal Federal para tentar uma intercessão a favor do aliado.
Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito pelo Rio de Janeiro, foi detido pela Polícia Federal em 15 de outubro. Ele é suspeito de integrar organização criminosa acusada de lavar R$ 7,6 bilhões em seis anos por meio de postos de combustíveis. O processo está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF.
Alcolumbre afirmou que vetará pedidos de impeachment contra ministros da Corte e manterá essa postura se for reeleito. Essa posição coloca sua recondução em risco e faz crescer nos bastidores o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como alternativa, além da candidatura de Rogério Marinho (RN).
A ligação entre Rueda e Canella é descrita como estreita. O presidente do União Brasil atribui grande parte de seus 155.836 votos para deputado federal ao reduto político do aliado em Belford Roxo, onde obteve 93.874 votos, correspondente a mais de 60% do total. Durante a campanha, Rueda se apresentou como o “federal de Canella”.



