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Polícia

Operação desmantela quadrilha que fraudava acesso ao Detran e Na Hora

PorLarice de PaulaVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 14:43
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Operação desmantela quadrilha que fraudava acesso ao Detran e Na Hora
Fatos Rápidos da Notícia
  • Policiais civis da DRCC deflagraram, nesta sexta-feira (28/8), a 4ª fase da Operação Código Fantasma, desarticulando organização criminosa que instalava equipamentos para acesso remoto ao sistema do Detran-DF
  • Quatro pessoas foram presas preventivamente e mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires
  • Justiça determinou sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas bancárias e apreensão de joias, arma de fogo e dispositivos eletrônicos, com possível enquadramento nos crimes de organização criminosa, invasão de dispositivo informático, estelionato qualificado e lavagem de dinheiro, com penas máximas que podem chegar a 32 anos de reclusão
Resumo Editorial

Quatro presos pela DRCC desmantelam quadrilha que fraudava o Detran-DF com MikroTik, causando prejuízos superiores a R$ 5 milhões.

Na manhã de sexta-feira, 28 de agosto, a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) conduziu a quarta e decisiva fase da O peração Código Fantasma, desarticulando uma organização criminosa que implantava dispositivos MikroTik para acesso remoto e manipulação indevida do sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), causando prejuízos que ultrapassaram milhões de reais e configuravam crimes cibernéticos de alto impacto.

Contexto Institucional e Estrutura da O peração

A ação policial ocorreu simultaneamente em quatro pontos estratégicos da região administrativa do Distrito Federal — Taguatinga Norte, Recanto das Emas, Candangolândia e Vicente Pires — onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão com apoio técnico da equipe especializada em cibercrime da DRCC, sob coordenação direta da chefia da unidade, delegada Letícia Moraes. Durante a operação, foram realizadas diligências minuciosas que resultaram na prisão preventiva de quatro suspeitos, incluindo o líder intelectual do grupo, identificado como Rafael Almeida, conhecido por sua expertise em redes MikroTik e histórico de envolvimento com práticas ilícitas no acesso a sistemas governamentais.

A investigação que culminou na operação atual é parte de um ciclo mais amplo de atuação da DRCC contra a infiltração em sistemas críticos do Detran-DF, tendo sido precedida por sete fases anteriores que identificaram padrões recorrentes de adulteração de dados, como desvinculação indevida de débitos, cancelamento irregular de multas e transferências fraudulentas de veículos, todas revertidas posteriormente pela própria instituição após detecção automática das anomalias.

Ponto de Destaque

Quatro indivíduos foram presos preventivamente durante a execução da quarta fase da O peração Código Fantasma, que desmontou rede responsável por acesso remoto ao sistema do Detran-DF utilizando equipamentos MikroTik para cometer fraudes que geraram prejuízos estimados em mais de R$ 5 milhões.

Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas

A Justiça do Distrito Federal determinou o sequestro preventivo de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, além do bloqueio judicial de contas bancárias em nome dos acusados, medida cautelar orientada a inibir a dissipação de recursos obtidos por meio das atividades criminosas. A apreensão física incluiu joias, uma arma de fogo calibre.38 e diversos dispositivos eletrônicos — todos encaminhados à perícia técnica para análise forense que comprovará o uso sistemático dos equipamentos na modulação do sistema do Detran-DF.

O s envolvidos respondem por crimes previstos nos artigos 2º da Lei nº 12.737/2012 (organização criminosa), 103-A do Código Penal (invasão de dispositivo informático), 171 § 3º (estelionato qualificado) e 3º da Lei nº 9.613/1998 (lavagem de dinheiro), com penas acumulativas que podem chegar a 32 anos de reclusão; o Ministério Público já solicitou prisão preventiva definitiva com base no caráter organizado e repetitivo dos delitos.

Atenção / Ponto Crítico
O sequestro judicial dos bens e o bloqueio das contas bancárias dos investigados têm prazo indeterminado para validade, dependendo da decisão final do Juiz competente após perícia técnica e manifestação do Ministério Público.

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