A volatilidade dos mercados financeiros globais e brasileiros se intensificou na segunda-feira (14/9), com o dólar registrando valorização de 0,43% em relação ao real, cotado a R$ 5,14, enquanto o Ibovespa recuou 0,91%, fechando aos 185,5 mil pontos, em um cenário marcado por aversão ao risco e agravamento da crise institucional no Supremo Tribunal Federal.
Contexto Institucional e Volatilidade de Mercado
A valorização do dólar ocorreu em sintonia com a fraqueza observada em moedas emergentes frente à moeda norte-americana, conforme indicado pelo índice DXY, que registrou alta de 0,33%, atingindo 99,45 pontos. Paralelamente, o Ibovespa seguiu a tendência de queda generalizada dos mercados globais, afetado por fatores como a alta dos preços do petróleo — que se aproximou de US$ 110 por barril com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã —, dúvidas sobre os rumos da inteligência artificial e incertezas quanto à política monetária brasileira e americana.
Nos últimos dias, a combinação de choques externos e internos ampliou a cautela dos investidores: além da volatilidade no cenário geopolítico e tecnológico, a expectativa de redução da taxa Selic para 13,50% ao ano na próxima 'Superquarta' (16/9) trouxe instabilidade para as projeções orçamentárias e financeiras.
O dólar subiu 0,43% sobre o real, cotado a R$ 5,14, em meio à crise no STF e à aversão ao risco global.
Repercussão Jurídica e Direcionamento Monetário
A expectativa de corte da Selic em 25 pontos base percentual após decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) reforça o foco na estabilização da economia diante da combinação de pressões inflacionárias e desaceleração econômica. A decisão do Banco Central dos Estados Unidos também deve impactar o cenário local ao definir as condições do crédito internacional e os fluxos de capital.
A nova pesquisa Quaest revelou que Flávio Bolsonaro lidera Lula em uma eventual segunda via eleitoral com 42% contra 40%, mantendo a tensão política que influencia os rumos das políticas econômicas. Ao mesmo tempo, analistas apontam que o adiamento da definição sobre o inquérito sobre suposto troca de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro pode gerar instabilidade institucional.



