O governo Lula da Silva assinou, na quinta-feira (17/9), decreto que reajusta o Bolsa Família em 15,04%, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, com novo valor válido a partir de 19 de outubro, colocando a campanha de Flávio Bolsonaro à prova em um tema sensível eleitoralmente.
Contexto Institucional e Estratégico do Reajuste
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializa o aumento de 15,04% nos valores do Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, com nova tabela a partir do dia 19 de outubro, conforme publicado no Diário O ficial da União.
A estratégia adotada pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) visa evitar qualquer reação que permita ao adversário associar o candidato à oposição ao programa social, priorizando a reformulação do modelo assistencial em vez de seu corte imediato, com foco em integração com políticas de qualificação profissional, geração de emprego e eficiência orçamentária.
O reajuste eleva o benefício mínimo do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691 e o valor médio de R$ 675 para R$ 777, a partir de outubro.
Repercussão Política e Desafios Fiscalização
A campanha de Flávio Bolsonaro repudia o teor crítico do aumento, rotulando-o de 'merreca' e 'desespero', mas defende a manutenção do programa com ajustes condicionados à redução de gastos públicos ineficientes, propondo até um reajuste maior que os 15% anunciados, desde que acompanhado de revisão orçamentária.
Diante da projeção do FMI de que a dívida bruta atinja 100% do PIB em 2027, a campanha intensifica o debate sobre sustentabilidade fiscal, vincula a gestão das contas públicas ao combate à corrupção e prioriza políticas sociais com retorno social efetivo.



