Na manhã de 28 de setembro, a Polícia Federal deflagrou operação coordenada para combater esquema criminoso especializado na aquisição, circulação e comercialização de ouro ilícito, com movimentação superior a R$ 5,2 milhões e envolvimento de cerca de 17,3 kg do metal proveniente de mineração não autorizada.
Investigação Apurada e Estrutura do Esquema
A operação cumpre 24 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Pontes e Lacerda, Campo Grande e São José do Rio Preto, com foco na desmantelagem de uma rede que operava com fornecedores, intermediários, transportadores e compradores do minério extraído irregularmente da região de Poconé (MT).
A análise das movimentações financeiras revelou uma estrutura organizada que incluía etapas de ocultação e dissimulação dos recursos, com apoio logístico e operacional em estabelecimentos comerciais utilizados para custódia e comercialização do ouro em São José do Rio Preto (SP), configurando indícios claros de crimes contra a ordem econômica.
Mais de R$ 5,2 milhões foram movimentados por um grupo que negociou cerca de 17,3 kg de ouro de origem ilícita.
Repercussão Jurídica e Estratégias Futuras
O Ministério Público Federal já opened investigação formal e deve formalizar denúncia com base nos crimes de usurpação de matéria-prima da União, lavagem de dinheiro e associação criminosa previstos no Código Penal e na Lei nº 9.613/98.
As autoridades apontam que as medidas cautelares visam garantir a interrupção imediata das atividades ilícitas e a apreensão de bens relacionados ao esquema, com previsão de novo levantamento patrimonial para responsabilização civil.



