O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta quinta-feira (17/9) o reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691, com início dos pagamentos previsto para 19 de outubro de 2026, em pleno calendário eleitoral e em ambiente marcado pela proximidade do segundo turno das eleições presidenciais.
Contexto Institucional e O rçamentário do Reajuste
A decisão foi anunciada pelo governo federal por meio de coletiva de imprensa conjunta dos ministros da Fazenda, Dario Durigan; do Planejamento e O rçamento, Bruno Moretti; e do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que destacaram a responsabilidade fiscal adotada na definição do novo patamar do benefício social.
O reajuste, que impacta cerca de 19,3 milhões de famílias cadastradas no Cadastro Único, foi justificado pela necessidade de compensar a inflação acumulada desde 2023, ano em que o programa foi relançado com valor mínimo equivalente ao observado atualmente, sem recorrer a crédito extraordinário nem à abertura de espaço orçamentário fora das regras constitucionais vigentes.
O reajuste de 15,04% eleva o valor mínimo do Bolsa Família para R$ 691, representando um investimento anual estimado em R$ 5,8 bilhões para 2026 e R$ 22,7 bilhões para 2027.
Repercussão Política e Desdobramentos Fiscais
O s críticos apontam que a medida ocorre em ano eleitoral, momento em que programas sociais costumam ser ampliados para garantir apoio popular, como ocorreu com o Auxílio Brasil em 2022, quando o valor mínimo subiu de R$ 400 para R$ 600 após decisão de ajuste similar.
Diferentemente da gestão anterior, que utilizou mecanismos como a PEC Kamikaze para autorizar gastos fora do limite constitucional, o governo Lula afirma estar cumprindo rigorosamente a lei vigente por meio de remanejamento interno de despesas já previstas na Lei O rgânica Fiscal da União.



