A coligação que apoia a candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná formalizou à Justiça Eleitoral pedido de retirada do perfil do jornalista bolsonarista O swaldo Eustáquio do Instagram, em razão de publicação que atribuía ao advogado de Deltan Dallagnol e de Moro a entrega da candidatura aos adversários, além de alegar que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Floriano de Azevedo Marques, deve indeferir o registro de Dallagnol e anular os votos do candidato, situação que, segundo a representação, ultrapassa os limites da liberdade de expressão e da mera exposição processual.
Contexto Institucional e Procedimentos Judiciários em Apuração
A coligação composta pelos partidos PL, Novo e Podemos protocolou representação à Justiça Eleitoral alegando que a postagem de O swaldo Eustáquio configura prática ilícita ao divulgar informações inverídicas sobre processo eleitoral em curso, com o objetivo de desestabilizar a campanha de Sergio Moro no Paraná, fato este que já havia culminado na retirada cautelar da publicação pelo Poder Judiciário após decisão liminar.
A apuração revelou que o jornalista, considerado foragido da Justiça brasileira por participar ativa na divulgação de conteúdo que teria implicado na manipulação do pleito eleitoral, encontra-se sob investigação por possível crime eleitoral, enquanto o Ministério Público Eleitoral já se manifestou favoravelmente à retirada da publicação e à aplicação de multa administrativa ao comunicador, sem contudo se pronunciar sobre o crime eleitoral especificado na denúncia.
O pedido judicial visa coibir a disseminação de informações falsas que alegadamente prejudicam a transparência do processo eleitoral no Paraná.
Repercussão Jurídica e Estratégias Políticas em Jogo
A decisão judicial cautelar que determinou a retirada da postagem reforça o caráter precautório da Justiça Eleitoral diante de indícios de manipulação da opinião pública, ao mesmo tempo em que abre espaço para nova fase de apuração sobre a possível configuração de crime eleitoral por parte do MPE.
Enquanto isso, a coligação reforça sua estratégia de proteção da candidatura por meio de recursos formais e acompanhamento rigoroso dos desdobramentos legais, num cenário em que a tensão entre liberdade de expressão e fidelidade ao processo eleitoral permanece latente.



