Conflito interno no PL em Santa Catarina
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) gerou repercussão ao publicar, no sábado (3/10), uma colinha eleitoral com os candidatos que apoia na campanha do PL em Santa Catarina, omitindo o nome de Carlos Bolsonaro, candidato do partido ao Senado. A imagem compartilhada pelo parlamentar destaca o apoio exclusivo à deputada federal Carol de Toni para uma das vagas ao Senado, deixando a segunda vaga em branco, um posicionamento que pode indicar a prévia definição de Carlos Bolsonaro como destinatário da vaga restante. Além de Carol de Toni, a colinha inclui pedidos de voto para outros candidatos como Ana Campagnolo (PL), Bia Borba (Novo), Jorginho Mello (PL) e Flávio Bolsonaro (PL), reforçando uma estratégia de aliança ampla dentro do partido.
Frase importante
A relação entre Nikolas Ferreira e Carlos Bolsonaro é apontada como tensa por aliados do primeiro, que destacam o histórico distante entre os dois políticos. Enquanto Carlos busca consolidar sua trajetória no Legislativo catarinense com apoio familiar e partidário, Nikolas prioriza o fortalecimento de nomes como Carol de Toni e Jorginho Mello, o que pode gerar impacto nas negociações internas do PL. A estratégia de exclusão também se estende a outras frentes políticas, como a campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto, encerrada sem agenda presencial com Michelle Bolsonaro, e a ausência de Lula da campanha do 1º turno em áreas como Hugo Motta.
O episódio reflete um momento delicado para o PL em Santa Catarina, onde candidatos a cargos federais e estaduais disputam espaço em uma chapa única. A escolha de Nikolas ao deixar vazio o segundo lugar para senador sugere uma tentativa de equilibrar interesses internos, mas também evidencia a fragilidade de alianças quando há ausência clara de um dos protagonistas da disputa. O cenário abre espaço para especulações sobre alinhamentos futuros e a possibilidade de ruptura dentro do partido.



