Após forte precipitação na manhã de 15 de outubro, o Hospital de Base, principal instituição pública de saúde do Distrito Federal, registrou goteiras e alagamento parcial em áreas do ambulatório de oncologia e radioterapia, necessitando a utilização coordenada de lixeiras e baldes pelos servidores para conter os impactos imediatos. O fato ocorreu em horário de pico de atendimento, com equipes multidisciplinares mobilizadas para garantir a continuidade dos serviços assistenciais sem interrupção significativa.
Contexto Institucional e O peracional das Infiltrações
A apuração realizada pela redação jornalística constatou que as áreas afetadas pelo alagamento estavam restritas ao piso térreo do setor de oncologia e ao corredor adjacente ao Serviço de Radioterapia, onde o fluxo de pacientes e equipamentos médicos exigia rigor na contenção hídrica. O s registros visuais e os relatos de funcionários indicam que o volume de água excedeu a capacidade do sistema de drenagem pluvial, resultando em infiltração na laje superior da estrutura. Diante do ocorrido, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) confirmou a abertura formal de procedimento técnico para análise das causas e definição das medidas corretivas, priorizando a integridade das unidades assistenciais e a segurança dos pacientes em tratamento.
Conforme histórico institucional, o Hospital de Base mantém política rígida de manutenção preventiva, mas o caráter excepcional da chuva — superando médias mensais em poucas horas — sobrecarregou temporariamente os mecanismos de escoamento. A instituição destacou que não houve comprometimento das áreas críticas onde estão instalados o acelerador linear e os armazéns de medicamentos oncológicos, preservando assim a continuidade dos protocolos terapêuticos em curso.
O Hospital de Base registrou alagamento em áreas do ambulatório de oncologia e radioterapia devido à chuva intensa em 15/10.
Repercussão Técnica e Medidas Corretivas
O Iges-DF comunicou que as intervenções corretivas incluem a impermeabilização da laje de cobertura, o tratamento sistemático dos pontos de vedação estruturais e a adequação do sistema hidráulico pluvial, com cronograma definido para conclusão até 16/10, data prevista para normalização total das atividades assistenciais. As ações são coordenadas por equipes técnicas da Diretoria de Infraestrutura do hospital, com acompanhamento contínuo da Secretaria de Saia do Distrito Federal para assegurar compliance com normas sanitárias e de segurança.
A reorganização preventiva da agenda clínica — concentração dos atendimentos entre 7h e 13h — aliada à programação paralela das obras entre 13h e 22h, demonstrou eficácia na mitigação de impactos ao fluxo paciente-centrado. Além disso, a avaliação individualizada por equipe médica garantiu que casos críticos pudessem ser redirecionados ao Hospital Universitário de Brasília (HUB) quando necessário, preservando a continuidade terapêutica sem sobrecarga ao sistema.



