Carregando...
Voltar para a página inicial
Saúde

Lula sanciona lei que torna permanente o Enamed, exame obrigatório para médicos

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 16:24
Ouvir NotíciaRecurso Beta

Locução neural da Yumi IA em português

0:000:00
Lula sanciona lei que torna permanente o Enamed, exame obrigatório para médicos
Fatos Rápidos da Notícia
  • Lula sanciona lei que torna permanente o Enamed para exercício da medicina
  • Exame será aplicado em três etapas durante o curso: segundo, quarto e sexto ano
  • Regras não valem para diplomados antes de junho nem para formados no exterior
Resumo Editorial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona até sexta-feira (6) a lei que estabelece o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica como requisito permanente para o registro profissional no CFM. A medida, antes vigente por medida provisória, busca garantir a qualidade do ensino médico e impedir a expansão de cursos sem desempenho adequado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sanciona até esta sexta-feira (6) a lei que institui a obrigatoriedade do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e de nível mínimo de proficiência para o exercício da medicina. A medida, popularmente chamada de "OAB da Medicina", estava em vigor desde junho por meio de uma medida provisória do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, e agora se torna permanente com a sanção presidencial.

A nova legislação determina avaliações em três etapas durante o curso de medicina: ao final do segundo, quarto e sexto ano. A nota mínima para aprovação será calculada com base na média dos resultados, com peso maior para a última etapa. Os resultados serão informados apenas ao estudante e à instituição de ensino, sendo vedada a divulgação para terceiros. Quem não alcançar o nível proficiente na última etapa poderá refazê-la em edições subsequentes do exame.

As novas regras não se aplicam a quem obteve o diploma antes da publicação da medida provisória, em junho, nem a médicos formados no exterior, para os quais continua valendo o Revalida. Além disso, será criada uma Comissão Nacional de Avaliação da Formação Médica, responsável por definir os pesos de cada etapa e os critérios para o desempenho mínimo.

A tramitação no Congresso foi marcada por divergências envolvendo o Conselho Federal de Medicina, que exigia maior participação na aplicação das provas e regras mais rígidas para abertura de processos contra as instituições. A MP foi aprovada um dia antes de perder a validade, após votação no mesmo dia na Câmara e no Senado. No Senado, a relatoria ficou com o senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, que também presidiu a comissão mista que analisou a proposta.

Em discurso no plenário durante a votação, Camilo Santana destacou o aumento de 50% no número de cursos de medicina nos últimos cinco anos e defendeu a importância de garantir a qualidade da formação médica, especialmente nas universidades privadas. O senador afirmou que não é possível permitir que faculdades cobram mensalidades elevadas sem oferecer qualidade na formação.

Desde 2025, o Enamed já é aplicado para avaliar a qualidade dos cursos de medicina no país como parte de uma estratégia de supervisão para elevar os padrões do ensino médico e conter a expansão de cursos sem desempenho adequado. De acordo com o MEC, cerca de 30% dos cursos apresentaram resultados insatisfatórios nos exames do ano passado.

Do total de 351 cursos participantes, 304 pertencem ao Sistema Federal de Ensino. Desse universo, 99 cursos (32,6%) ficaram nas faixas 1 e 2 do Conceito Enade, consideradas insatisfatórias por apresentarem menos de 60% dos estudantes com desempenho adequado.

Verificação Editorial Giro Mix News

Conteúdo apurado, sintetizado e verificado com a inteligência editorial Yumi IA.

Conhecer Yumi IA →
Feedback anônimo dos leitores
Tags:medicina

Notícias Relacionadas

RÁDIO WEB

GiroMix Rádio