Na quarta-feira (19/8), por volta das 5h50, o vigilante William Cesar Pinto Junior, 48 anos, foi alvejado no pulmão por um disparo da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) durante o cumprimento de um mandado de prisão que não visava sua pessoa, no Setor O este do Gama, DF, morrendo após perder sangue por cerca de cinco minutos antes de receber socorro.
Apuração e Dinâmica da O peração Policial
A perícia técnica confirmou que William Cesar Pinto Junior foi atingido por tiro disparado pela PCDF enquanto deslocava-se para a residência oficial da Presidência do Senado Federal, onde exercia função de vigilante como colaborador terceirizado há mais de uma década; o mandado de prisão que motivou a operação visava outro suspeito, e a identificação equivocada da vítima resultou em ferimento fatal ao pulmão direito, com ruptura de artéria e perda rápida de sangue.
O caso, registrado por câmeras de segurança na garagem do local, gerou comoção ao revelar que agentes da PCDF xingaram o vigilante com termos como 'filho da puta' e 'solta essa porra' durante a abordagem, enquanto tentavam interceptá-lo após ele iniciar a fuga em seu veículo Volkswagen Gol preto.
William Cesar Pinto Junior morreu após ser alvejado no pulmão por agente da PCDF durante operação que não visava sua pessoa, segundo perícia oficial
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
A família do vigilante, representada por sua sobrinha, denuncia que o socorro tardio - com cinco minutos de hemorragia no local - contribuiu para as três paradas cardíacas subsequentes e óbito no Hospital Regional do Gama (HRG), onde William afirmou conscientemente ter sido atingido pela polícia.
O Senado Federal emitiu nota oficial manifestando solidariedade aos familiares e exigindo apuração rigorosa pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal, órgão já responsável pelo acompanhamento institucional do caso.



