O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 54 anos, foi submetido a intensa sessão de oitocientas horas de depoimento perante a Justiça no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após a publicação de novo laudo pericial que desconstruiu a tese de suicídio e identificou participação de terceiros na morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Apuração Pericial e Contexto do Interrogatório Judicial
Na sessão realizada na segunda-feira (5/10), o interrogatório do militar se estendeu de 13h40 até as 22h, com intervalo para alimentação às 16h30, conforme cronograma divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.
O exame pericial conduzido pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, vinculada ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil, concluído em 2/10 e submetido ao processo judicial, descartou categoricamente a hipótese de autoincidente e apontou indícios concretos de ação coordenada por outra pessoa, reforçando a acusação formal de feminicídio contra Neto.
O laudo pericial assinado pela perita Amanda Rodrigues Marinone concluiu que o disparo fatal à cabeça de Gisele Alves Santana não poderia ter sido autoinfligido, evidenciando participação de terceiro na dinâmica do crime.
Repercussões Administrativas e Consequências Penais
O tenente-coronel permanece sob prisão preventiva no Presídio Romão Gomes, unidade exclusiva para militares acusados de crimes graves, desde 18 de março, enquanto o Conselho de Justificação da Polícia Militar analisa seu afastamento definitivo com base em conduta irregular durante o relacionamento.
A expectativa é que a decisão administrativa sobre sua demissão seja submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM), órgão competente para ratificar sanções disciplinares que podem culminar na extinção de sua patente e na perda do direito à reserva da corporação.



