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Polícia

Tenente-coronel diz 8h de depoimento enquanto laudo da Criminalística invalida versão de suicídio

PorEnzo MarcusVerificadoOrtografia IAPublicado Hoje às 13:55
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Tenente-coronel diz 8h de depoimento enquanto laudo da Criminalística invalida versão de suicídio
Fatos Rápidos da Notícia
  • O tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 54 anos, foi interrogado pela Justiça por 8 horas no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, em 5 de outubro, após novo laudo da Polícia Civil que concluiu impossibilidade de suicídio e apontou envolvimento de segunda pessoa
  • Gisele Alves Santana, de 32 anos, morreu no dia 18 de fevereiro após ser encontrada com disparo de arma de fogo na cabeça no apartamento do casal no Brás, São Paulo
  • O tenente-coronel está preso desde 18 de março no Presídio Romão Gomes e responde por feminicídio, com processo administrativo no Conselho de Justificação da PM que pode resultar em sua demissão
Resumo Editorial

O tenente-coronel, preso preventivamente, prestou 800 horas de depoimento após laudo pericial que desconstruiu o suicídio e apontou participação de terceiro na morte da esposa.

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, 54 anos, foi submetido a intensa sessão de oitocientas horas de depoimento perante a Justiça no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após a publicação de novo laudo pericial que desconstruiu a tese de suicídio e identificou participação de terceiros na morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

Apuração Pericial e Contexto do Interrogatório Judicial

Na sessão realizada na segunda-feira (5/10), o interrogatório do militar se estendeu de 13h40 até as 22h, com intervalo para alimentação às 16h30, conforme cronograma divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.

O exame pericial conduzido pela perita criminal Amanda Rodrigues Marinone, vinculada ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil, concluído em 2/10 e submetido ao processo judicial, descartou categoricamente a hipótese de autoincidente e apontou indícios concretos de ação coordenada por outra pessoa, reforçando a acusação formal de feminicídio contra Neto.

Ponto de Destaque

O laudo pericial assinado pela perita Amanda Rodrigues Marinone concluiu que o disparo fatal à cabeça de Gisele Alves Santana não poderia ter sido autoinfligido, evidenciando participação de terceiro na dinâmica do crime.

Repercussões Administrativas e Consequências Penais

O tenente-coronel permanece sob prisão preventiva no Presídio Romão Gomes, unidade exclusiva para militares acusados de crimes graves, desde 18 de março, enquanto o Conselho de Justificação da Polícia Militar analisa seu afastamento definitivo com base em conduta irregular durante o relacionamento.

A expectativa é que a decisão administrativa sobre sua demissão seja submetida ao Tribunal de Justiça Militar (TJM), órgão competente para ratificar sanções disciplinares que podem culminar na extinção de sua patente e na perda do direito à reserva da corporação.

Atenção / Ponto Crítico
A decisão administrativa do Conselho de Justificação pode resultar em demissão imediata do tenente-coronel, com consequências jurídicas que incluem a anulação de benefícios previdenciários e a proibição de exercer cargo público.

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