Um carregador portátil pegou fogo durante um voo comercial da IndiGo entre Nova Délhi e Chennai, na Índia, no mês passado, forçando a aeronave a realizar um pouso não programado em Hyderabad. O equipamento estava armazenado no compartimento superior de bagagens quando começou a queimar, e passageiros registraram em vídeo tentativas de conter as chamas com bolsas enquanto a tripulação atuava para controlar a situação. O avião pousou em segurança e não houve registro de feridos.
O episódio acende um alerta sobre os riscos das baterias de íon-lítio presentes nesses dispositivos, que podem superaquecer ou provocar incêndios em caso de defeitos de fabricação, danos físicos ou curtos-circuitos. Cléris Casagrande, CEO da marca de acessórios Talk, afirma que "quando falamos de power banks, a segurança precisa vir em primeiro lugar" e recomenda produtos certificados pela Anatel. No Brasil, a Anac determina que os carregadores portáteis sejam transportados exclusivamente na bagagem de mão, com limite de dois aparelhos por passageiro e capacidade de até 100 Wh cada, sendo que modelos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização prévia da companhia aérea.


