Durante sabatina realizada pela em São Paulo, o candidato do PDT à Presidência, Ronaldo Caiado, afirmou que nunca observou a utilização de câmeras corporais por agentes em operações policiais descritas como 'campo de guerra', destacando divergências metodológicas entre os equipamentos e as condições reais de atuação em contextos de intenso conflito.
Contexto Institucional e Antecedentes da O peração Contenção
A apuração jornalística revelou que a O peração Contenção, desencadeada no Rio de Janeiro em outubro de 2025, representou o ápice da violência policial no país ao resultar em mais de 120 óbitos, consolidando-se como a ação mais letal da história fluminense em decorrência do embate entre forças de segurança e facções criminosas nos complexos do Alemão e da Penha.
As declarações de Caiado ocorrem em um cenário de intensificação das críticas institucionalizadas ao modelo operacional adotado pelas polícias estaduais, especialmente diante da ausência sistemática de registros visuais em operações de alta letalidade.
Mais de 120 mortos marcaram a O peração Contenção como a polícia mais letal da história do Rio de Janeiro
Repercussão Política e Desafios na Estruturação de Policiamento Não Letal
As posições de Caiado repercutem em um debate nacional sobre a modernização do policiamento, com o candidato propondo a substituição progressiva das armas de fogo por ferramentas não letais, como cassetetes e apitos, inspirado por práticas observadas no Reino Unido.
Especialistas em segurança pública apontam que a adoção de tecnologias como câmeras corporais e armamentos menos letais exigiria reestruturação orçamentária, treinamento especializado e protocolos claros de uso da força para garantir eficácia sem comprometimento da segurança institucional.



