Em conversas internas entre auxiliares do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas e integrantes da equipe de transição de Flávio Bolsonaro (PL), avaliações sobre nomes de secretários da gestão estadual para cargos no futuro governo federal têm se intensificado, especialmente com a previsão de segundo turno nas eleições presidenciais contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Contexto Estratégico e Avaliação Interna da Transição
A apuração revela que, embora ainda não haja indicações oficiais, interlocutores próximos ao governador reconhecem que a prioridade é garantir que os nomes indicados tenham afinidade técnica com o perfil do governador e evitam perfis marcadamente ideológicos, diferentemente da gestão anterior. No caso da Educação, Renato Feder, secretário da pasta há pouco mais de um ano, surge como principal aposta devido à sua trajetória técnica e ausência de envolvimento em disputas políticas polarizadas, além de ter sido previamente considerado para o cargo no governo Bolsonaro sem assumi-lo.
O histórico de 2020, quando o secretário recusou convite do Ministério da Educação por entender que não havia condição política favorável à sua nomeação, reforça a percepção de que seu perfil é visto como neutro e funcional para o projeto de Flávio, que busca técnicos em vez de figuras ideológicas como Ricardo Vélez Rodríguez ou Abraham Weintraub.
Renato Feder permanece como principal aposta para a Educação, apesar de ter recusado cargo ministerial em 2020 e acumular experiência técnica sem vinculação ideológica.
Repercussão Institucional e Cenários de Nomeações
Autoridades do governo paulista mantêm postura cautelosa em relação às especulações, mas reconhecem que a proximidade entre Tarcísio e Flávio Bolsonaro tem estimulado avaliações técnicas sobre possíveis indicados. Além de Feder, Caio Paes de Andrade — ex-presidente da Petrobrás e secretário especial de Desburocratização — é apontado como possibilidade para a área econômica ou gestão digital, enquanto Samuel Kinoshita, secretário da Fazenda, também consta na mira dos aliados do governador por sua sintonia com a equipe econômica bolsonarista.
O grupo que orienta Tarcísio entende que a manutenção dos secretários Natália Resende (Meio Ambiente) e Rafael Benini (Parcerias) na gestão estadual pode fortalecer suas chances de ocuparem cargos estratégicos no governo federal, especialmente se permanecerem em São Paulo e continuarem exercendo influência sobre as decisões estaduais.



