Na manhã de quinta-feira, 8 de outubro, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass, realizou campanha no terminal do BRT de Santa Maria (DF), onde detalhou proposta de tarifa zero no transporte público da capital e entorno, ampliamento de linhas e integração entre o DF e municípios goianos, como Luziânia e Valparaíso, por meio de projeto de trem de superfície previsto no PAC federal.
Proposta de Tarifa Zero e Expansão do Sistema de Transporte Público
A apuração constatou que Leandro Grass, ao longo da visita ao terminal do BRT Sul, reafirmou compromisso com a democratização do acesso ao transporte público, propondo a implementação gradual da tarifa zero para todas as linhas do Distrito Federal, com início em corredores estratégicos como o BRT Sul e expansão progressiva para demais modalidades, incluindo ônibus comuns e VLT, baseando-se em modelo já adotado em 143 municípios brasileiros, segundo dados da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana.
O projeto contempla ainda a reforma de terminais, reforço da segurança para mulheres — com foco no combate ao assédio e ampliação das áreas exclusivas —, além da ampliação dos horários de operação e conexão direta entre o Entorno e a capital por meio de trilho de superfície, viabilizado por parceria com o governo de Goiás para implantação de bilhete único.
O candidato propõe a tarifa zero até o final do mandato, abrangendo 143 cidades brasileiras onde o modelo já é operacional, com foco na integração entre DF e Entorno via trem de superfície prevista no PAC federal.
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Repercussão Política e Viabilidade Fiscal.
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A proposta recebeu avaliação técnica mista: enquanto prefeitos de cidades como Belo Horizonte e Curitiba elogiaram a viabilidade econômica do modelo com subsídio cruzado entre municípios e União, setores da Câmara dos Deputados apontam risco fiscal ao transferir o custo da passagem para os cofres públicos sem fonte clara de receita adicional., No âmbito institucional, a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP) reforçou a necessidade de estudos detalhados sobre capacidade operacional antes da implementação total, enquanto o Ministério da Economia sinaliza cautela quanto ao impacto nos balanços municipais.
O prazo para definição do modelo de financiamento da tarifa zero junto ao Tesouro Nacional é de 180 dias após a posse do próximo governo, sob pena de congelamento das ações previstas no plano eleitoral.



