Na quinta-feira (10), a Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento religioso progressista, formalizou sua solicitação ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, exigindo transparência e imparcialidade na apuração do caso Master, após a retirada do sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
Contexto Institucional e Histórico da Medida
A carta aberta, divulgada oficialmente nas redes sociais do grupo, ressalta a necessidade de que a fé professa por Mendonça não seja instrumentalizada para levantar suspeitas ou servir de escudo político durante o período eleitoral, conforme destacado na abertura do documento assinado por representantes de presbiterianos, batistas, metodistas e luteranos.
O movimento já havia declarado apoio à reeleição do presidente Lula (PT) e critica o que denominou 'vazamentos seletivos', que, segundo a Frente, fragmentam a narrativa investigativa e podem transformar o processo em instrumento político contra adversários ou aliados, em clara violação ao princípio da isonomia jurídica.
A Frente pede a retirada imediata do sigilo das investigações do caso Master para garantir acesso universal a documentos, mensagens e decisões judiciais.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos
O ministro André Mendonça, pastor presbiteriano e membro do STF, tem recebido apoio de movimentos evangélicos conservadores, inclusive durante atos de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), onde foi exaltado por manifestantes que levaram boneco inflável em sua homenagem.
Ante o cenário de crise institucional no STF, Mendonça agradeceu publicamente as orações e manifestações de apoio em vídeo postado nas redes sociais, afirmando que tais manifestações têm sido fundamentais para sustentar sua pessoa e família.



