No início da tarde desta terça-feira (15/9), uma forte ventania e chuva torrencial atingiram a região central de Brasília, espantando manifestantes que participavam de protesto contra Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa suposto envolvimento do ministro com o banqueiro condenado Daniel Vorcaro; o temporal, que derrubou uma tenda destinada a abrigar jornalistas, interrompeu o julgamento às 13h por imposição do horário eleitoral, após acusações e intensas trocas verbais entre os ministros Gilmar Mendes, André Mendonça e Alexandre de Moraes.
Contexto Institucional e O peracional do Julgamento
A reportagem apura que o clima adverso, com rajadas superiores a 80 km/h e precipitação intensa, acometera a Praça dos Três Poderes e as imediações do STF, onde manifestantes, alguns trajados com camisas da Seleção Brasileira, resistiam à chuva enquanto aguardavam o desfecho do processo disciplinar contra Alexandre de Moraes, vinculado a supostos indícios de conexão com o esquema fraudulento conduzido por Daniel Vorcaro, banqueiro condenado por crimes financeiros em 2023; testemunhas presenciais confirmaram a ausência de feridos entre os jornalistas e manifestantes, embora uma tenda estruturada para apoio logístico aos profissionais da imprensa tenha sido completamente derrubada pela ventania, comprometendo temporariamente a transmissão ao vivo do feito.
Antecedentes revelam que o julgamento, inicialmente programado para ocorrer em sessão plenária ordinária, tornou-se palco de embates acalorados entre os magistrados Gilmar Mendes e André Mendonça, que acusaram Alexandre de Moraes de conduta político-eleitoral ao solicitar à Polícia Federal acesso a mensagens vinculadas ao 'Caso Master', investigação que apura fraudes em instituições financeiras e envolve figuras próximas ao núcleo familiar do presidente Lula; a tensão aumentou quando Moraes rebateu a insinuação com referência a declarações internas do ministro André durante reunião, alegando que este teria solicitado inclusão do próprio nome em colaboração premiada.
A ventania derrubou uma tenda que abrigava jornalistas durante o julgamento sobre suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com banqueiro condenado Daniel Vorcaro.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A interrupção precoce do julgamento às 13h ocorreu em virtude da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que proíbe atividades eleitorais em horário distinto das 17h às 22h, obrigando o STF a suspender os trabalhos para evitar infração ao calendário eleitoral; os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça trocaram acusações diretas sobre conduta institucional imprópria, com Mendes afirmando que Mendonça agiu sob impulso político- eleitoral ao requerer acesso à PF em plena fase de investigação.
O embate entre Mendonça e Alexandre de Moraes seguiu com intensidade incomum, quando este último questionou: 'Quem tem medo da Polícia Federal?', provocando interrupção da fala do colega e desencadeando comentários sobre a suposta existência de uma 'Polícia Federal paralela', conforme sugerido pelo ministro Luiz Fux anteriormente; especialistas apontam que o episódio pode gerar novo recurso ao TSE ou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dependendo da caracterização da conduta como abuso de poder político ou prejuízo à isonomia processual.



