A 17 dias do primeiro turno eleitoral, o presidente Lula anunciou reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o valor mensal de R$ 600 para R$ 691, medida que desencadeou reação imediata do coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, senador Rogério Marinho (PL-RN), que orientou o presidenciável a evitar ação judicial contra o TSE.
Contexto Institucional e Antecedentes da O rientação ao Não Acionar o TSE
A orientação de Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, foi dada após a divulgação do reajuste oficial do programa social, anunciado em 17 de setembro pelo ministro Bruno Moretti do Ministério da Economia, que autoriza a correção dos benefícios conforme a inflação acumulada entre agosto de 2025 e agosto de 2026.
O senador destacou que o momento estratégico — a apenas três semanas do pleito — evidencia um desespero político por parte do governo federal, diante do crescimento registrado nas últimas pesquisas eleitorais de Flávio Bolsonaro, enquanto também alertou para os riscos de uma eventual decisão judicial contrária ao reajuste ser mal interpretada pela opinião pública.
O reajuste eleva o benefício mensal do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691, impactando mais de 13 milhões de famílias brasileiras.
Repercussão Política e Estratégias Eleitorais em Jogo
Rogério Marinho afirmou que não dialogou diretamente com Flávio Bolsonaro antes do meio-dia da quinta-feira (17/9), mas reiterou que o presidenciável deve respeitar o calendário eleitoral e abster-se de levar a questão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob pena de legitimar percepções de insegurança jurídica no seio da população.
A posição do senador contrasta com declarações recentes de Flávio Bolsonaro, que retomou críticas ao STF após os ataques de 7 de setembro, sinalizando possíveis tensões internas dentro da base aliada à campanha presidencial.



