A partir de outubro, o valor mínimo do benefício do Bolsa Família será reajustado de R$ 600 para R$ 691, cumprindo uma recomposição inflacionária prevista em lei e fundamentada em estudos técnicos, sem vínculo com o calendário eleitoral de 2026, conforme negou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que destacou a responsabilidade fiscal e o cumprimento da norma vigente.
Fundamentação Legal e Metodologia de Cálculo do Reajuste
O reajuste do valor mínimo do benefício, que atinge cerca de 17 milhões de famílias, foi calculado com base em uma inflação acumulada de 15,04% registrada entre o início do programa Bolsa Família e agosto de 2026, segundo dados do IBGE e da Secretaria Especial de Programas Sociais.
A pasta ministerial confirmou ter realizado análise técnica rigorosa, incluindo projeções orçamentárias e avaliação do impacto fiscal, para definir o novo patamar, que será financiado parcialmente por ajuste na despesa previdenciária, conforme previsto na legislação que autoriza a recomposição da inflação.
O valor mínimo do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, refletindo um aumento de 15% em resposta à inflação acumulada.
Repercussão Política e Compromisso com a Responsabilidade Fiscal
O ministro Wellington Dias rebateu críticas que associam o ajuste ao calendário eleitoral, afirmando que a decisão foi tomada com 'mucha responsabilidade' e baseado em estudo técnico-jurídico, enquanto líderes partidários ainda disputam a narrativa no embate pré-eleitoral.
A expectativa é de que o novo valor, equivalentemente a um acréscimo de R$ 91 por família mensal, será avaliado por órgãos fiscais e tribunais em relação à adequação orçamentária e à constitucionalidade do remanejamento de recursos da previdência.



