Na quarta-feira (9), a Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação coordenada que desmantelou, ao menos parcialmente, um esquema criminoso especializado no furto e na comercialização ilícita de gado no Noroeste do Estado, com prejuízos estimados em mais de R$ 10 milhões desde 2019, conforme apurações oficiais que revelam a participação de cerca de 40 suspeitos em uma estrutura hierarquizada e operacionalizada com sofisticação logística e documental.
Contexto Institucional e O peracional da Ação Policial
A investigação, iniciada em agosto do ano anterior após o registro de 29 cabeças de gado furtadas em uma propriedade rural de Alto Paraná, identificou um grupo criminoso que atuava com divisão especializada de funções, incluindo reconhecimento prévio de propriedades, execução técnica dos furtos, apoio logístico para transporte e venda, além da falsificação documental e adulteração de sinais identificadores de veículos para dissimular a origem ilícita dos animais.
As investigações policiais revelaram que, desde 2019, mais de 340 boletins de ocorrência foram registrados em decorrência do furto qualificado de gado, totalizando a subtração de mais de 2 mil cabeças e causando prejuízo econômico superior a R$ 10 milhões, fato que configurou como crime organizado com abrangência regional e envolvimento de atores que operavam com impunidade sob a aparência de atividades rurais legítimas.
O esquema criminoso furtou mais de 2 mil cabeças de gado desde 2019, gerando prejuízos superiores a R$ 10 milhões aos produtores rurais do Noroeste paranaense.
Repercussão Jurídica e Desdobramentos Futuro
A ação da quarta-feira resultou na cumprimento de 17 mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul e demais localidades do Noroeste paranaense, com a participação ativa de cerca de 210 agentes civis e militares equipados com cães faro e apoio aéreo, consolidando o caráter estratégico da operação no combate à organização criminosa.
As autoridades apontam que os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, receptação, corrupção ativa e passiva, fraude documental e alteração de sinais veiculares, com penas que podem chegar a décadas de reclusão no âmbito do ordenamento penal brasileiro.



