A equipe de transição de Lula 4 iniciou conversas com dirigentes partidários para organizar uma base aliada no Congresso Nacional, que deve ser dominado pela direita e pelo Centrão no próximo governo. O objetivo é contornar a instabilidade na relação com o Legislativo, considerado um dos principais desafios da nova gestão.
Durante as negociações, emissários de Lula têm oferecido ministérios e emendas parlamentares como trunfos para atrair o apoio dos partidos. No entanto, essas ofertas são vistas com cautela pelos políticos, que consideram a maioria das pastas como um 'presente de grego' por não possuírem orçamento para execução.
A fonte aponta que a dificuldade em formar uma base fiel não é apenas responsabilidade de Lula, mas sim resultado da disfunção do sistema político brasileiro. Deputados e senadores preferem manter seus mandatos do que assumir ministérios sem recursos financeiros para administrar.
