Em 11 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal documentos sigilosos da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, incluindo e-mail de Michael Davis, sócio majoritário da Go Up Entertainment LLC, que recusou entregar documentos à Polícia Federal brasileira sem autorização judicial norte-americana.
Contexto Institucional e Procedimentos da Apuração
A investigação conduzida pela Polícia Federal apura suposto envolvimento de recursos de origem duvidosa no financiamento do filme Dark Horse, biopic sobre Jair Bolsonaro, com indícios de possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
Segundo documentos obtidos pelo ministro Mendonça em 11/9, o e-mail enviado por Davis em 2 de setembro de 2026 demonstra resistência deliberada à cooperação com autoridades brasileiras, citando orientação legal de seus advogados nos Estados Unidos para manter sigilo sobre documentos societários, contábeis e financeiros mantidos sob jurisdição americana.
O repasse de US$ 12.333.335 (cerca de R$ 63 milhões) ao fundo Havengate Development Fund LP entre fevereiro e setembro de 2025 configurou um dos maiores fluxos financeiros suspeitos vinculados ao filme Dark Horse.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O ministro André Mendonça afirmou que a liberação integral das provas impediria a 'matriz' de obstaculizar as investigações em curso, reforçando compromisso com a transparência judicial e o cumprimento do dever institucional.
Especula-se que a recusa de Davis pode gerar sanções administrativas ou criminais por obstrução à Justiça, enquanto o STF sinaliza postura firme contra tentativas de descaracterização de procedimentos investigatórios em curso.



