Em meio à polarização religiosa e à ascensão de figuras políticas que articulam fé e poder, Flávio Bolsonaro negou qualquer plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o reconhecimento nacional de padroeira do Brasil, embora tenha afirmado que, se eleito presidente, decretaria que o país pertence a Jesus Cristo.
Contexto Histórico e Estrutura da Proposta de JB Carvalho
A apuração jornalística confirmou que, embora Flávio Bolsonaro tenha negado categoricamente a existência de projeto para desvincular Nossa Senhora Aparecida do estatuto de padroeira nacional, o bispo JB Carvalho, líder da Comunidade das Nações, onde o candidato foi batizado e realizou sua primeira aparição pública como pré-candidato, defendeu publicamente a retirada do reconhecimento oficial da Virgem Maria do Brasil.
No livro A Bomba: A verdade pode ser explosiva (2001), o pastor sustenta que a padroeira oficial violaria a separação entre Igreja e Estado ao instituir uma figura religiosa como símbolo nacional, defendendo que apenas Jesus Cristo deve ser reconhecido como senhor supremo do país e convocando parlamentares e cristãos à mobilização para alterar a legislação vigente.
O pastor JB Carvalho registra em sua obra que o reconhecimento nacional de Nossa Senhora Aparecida seria incompatível com a separação entre Igreja e Estado.
Repercussão Política e Manifestações O ficiais
A campanha de Flávio Bolsonaro repudiou veementemente as atribuições de apoio à proposta do bispo, realizando transmissão ao vivo com representantes de diversas religiões, incluindo Sérgio Pina, pai de santo do candomblé, para demonstrar abertura à pluralidade de crenças.
Apesar da proximidade religiosa entre o candidato e JB Carvalho, evidenciada por batismos na Comunidade das Nações em 2024 e aparições públicas na mesma instituição em dezembro de 2025, Flávio afirmou desconhecer o plano específico do pastor e negou envolvimento em qualquer iniciativa legislativa ou proposta formal para alterar o estatuto da padroeira nacional.



